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Pescadores e comerciantes de Ananindeua devem receber 1ª parcela do benefício até 30/9

Prefeitura informou que benefício pode chegar até mil pessoas, que receberão valores em duas parcelas.

Natalia Mello

Pescadores e comerciantes de Ananindeua lotaram a sede da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedec), na manhã desta segunda-feira (20), para fazer o cadastro do benefício, cuja primeira parcela será concedida aos trabalhadores até o dia 30 de setembro. A intenção é compensar as dificuldades enfrentadas pela classe por conta da doença da urina preta – ou Síndrome de Haff, que vem causando uma queda na venda de todos os tipos de pescado no Estado, inclusive das espécies não apontadas como transmissoras da doença.

“A prefeitura entra com o benefício para que o feirante possa se manter e também manter a sua venda. Para que não tenha que demitir o ajudante, impedindo que gere desemprego no município. O benefício é para todos os vendedores que de peixe, crustáceos, mariscos e nossos pescadores”, declarou o prefeito do município, Dr Daniel Santos. O chefe do Executivo da cidade orienta que apenas as espécies indicadas como possíveis transmissoras da doença sejam evitadas.

“A nossa orientação é que a população evite as espécies indicadas, como tambaqui, mas a maioria dos tambaquis vendidos é criada em cativeiro, então não transmite a doença. Então o Importante é se informar, porque esse e a maioria dos outros pescados não transmitem”, esclareceu o prefeito, durante a ida ao prédio da Sedec. Dr Daniel disse ainda que não só pescadores – inclusive das 12 ilhas de Ananindeua, mas também ajudantes dos comerciantes que atuam neste setor, serão beneficiados.

A secretária de Desenvolvimento Econômico de Ananindeua, Ivelane Neves, conta que o órgão fez primeiramente uma visita a todas as feiras e mercados da cidade, para a realização de um pré-cadastro. Para ser beneficiado pela iniciativa, que vai conceder duas parcelas de R$ 1 mil reais aos trabalhadores do setor pesqueiro, é preciso ter cadastro na Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), que possui uma Diretoria de Feiras e Mercados.

“Aí podem vir aqui, trazendo a documentação pessoal, RG, CPF e comprovante de residência. Os não cadastrados na Sesan estamos orientando a fazer o cadastro. Com a documentação deles em mãos, trabalhamos para liberar o auxílio. Pretendemos liberar até o dia 30, porque tem toda uma burocracia. Na sexta-feira recebemos 97 pessoas, hoje chamamos 50, mas acho que chegamos a 100, então até reforcei o atendimento para, além do auxílio, dar um atendimento de qualidade”, afirmou a titular da Sedec.

Ainda de acordo com Ivelane, com o cenário provocado pela proliferação de informações sobre a doença e os cuidados necessários para a melhor conservação do pescado, devem ser ainda organizados cursos de boas práticas do alimento, a ser realizado em parceria com a Vigilância Sanitária.

“Eles precisam ter alguns cuidados básicos de higiene, já que lidam com a nossa alimentação. E essa é uma das vertentes da secretaria, capacitar com gestão financeira. Quando falamos de desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda, é isso. De repente aquele colaborador pode ter 5 pessoas trabalhando com ele e ajudando o município a se desenvolver também, e sem conhecimento ele não consegue expandir. Se ele vende 50kg, ele pode dobrar essa venda dele”, concluiu a secretária, informando que o cadastro pode ser prorrogado até esta terça-feira.

O comerciante Ezequias Bernaldo, de 75 anos, foi até a Sedec fazer o cadastro e relatou as dificuldades enfrentadas na Feira do Distrito Industrial, onde ele trabalha há décadas. “Estar com o peixe em cima da banca, o cliente passa e diz que não quer comer aquele peixe porque está fazendo mal. Tem as qualidades do peixe e não estão comprando por falta de informação. Antigamente a gente vivia bem do peixe. Tivemos bastante prejuízo. Perdi só de uma vez R$ 1.800. Tivemos que dar peixe, que salgar, tudo para não perder tanto. Aí a gente vai se virando com o que tem, então essa ajuda veio em bora hora. Com esse dinheiro pretendo comprar os peixes que a população está consumindo agora, dourada, gó”, concluiu.

Economia
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