Pensamento crítico é habilidade altamente demandada pelo mercado, diz superintendente do Senai

Felipe Morgado participa em Belém da FIPA 2022

Valéria Nascimento

Todos os segmentos da economia, de alguma forma, vivem mudanças e precisam abraçar a “transformação digital”. Por outro lado, tanto os jovens quanto os profissionais já inseridos no mercado, devem buscar novos conhecimentos. As observações são do superintendente de Educação Profissional do Senai nacional, Felipe Morgado, de 46 anos, que participa em Belém da FIPA 2022, no Hangar - Centro de Convenções da Amazônia.

"Qualquer profissional hoje deve estar preparado. Primeiro deve ter as habilidades socioemocionais, eu destaco algumas já de longas datas, como trabalho em equipe e comunicação. Essas sempre foram demandadas e o que ganhou relevância hoje é o pensamento crítico", disse Felipe, que tem MBA em Controladoria e Finanças e Pós-Graduação em Gestão de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas.

Sobre o pensamento crítico, em síntese, Felipe Morgado explicou que "deve-se estar preparado para as resoluções de problemas complexos, com multivariáveis. Ele exemplificou que isso não é apenas para chefias, para técnicos, não, isso é para todos os profissionais em várias faixas hierárquicas.

"Isso diz respeito a lidar com fatos no modo híbrido, conversando com pessoas de forma online, mas também no presencial, pessoas que estão próximas ou em outro continente. E deve-se saber trabalhar com dados, hoje estamos orientados pelos dados então lidar com a criatividade com 'o aprender a aprender', isso faz parte hoje das habilidades socioemocionais."

Ele mostrou que o mundo inteiro está requalificando a mão de obra, o que se apresenta, na visão dele, como uma boa oportunidade para o Brasil. Morgado também comentou sobre como a educação deve se preparar para formar o profissional para o futuro do trabalho. Por outro lado, salientou quais devem ser as preocupações de um trabalhador no mercado.

Quanto às áreas que mais vão demandar daqui em diante, primeiramente, são as áreas da automação, da construção civil, e da logística. Ele informou que na área de logísticas, por exemplo, haverá ênfase para o técnico de logística.

"Também está surgindo o técnico de logística 4.0, muito ligado à internet das coisas e ao domínio da conectividade no processo de logística. A gente vai ter de estudar ao longo da vida. Isso tudo é mensurado pelo mercado", enfatizou Felipe Morgado, que tem 30 anos de atuação profissional, desses, 25 na área de educação. "Eu comecei a trabalhar com 16 anos de idade, aprendiz", disse ele sorrindo.

Economia
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