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Pará tem mais de 300 mil pessoas à espera do Auxílio Brasil

Estado também tem o segundo maior aumento na demanda pelo benefício em todo o país

Fabrício Queiroz

Um estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra que o Estado do Pará tem 315.515 pessoas, integrantes de 180.370 famílias, na fila de espera para ter acesso ao Auxílio Brasil. É a sexto maior demanda reprimida em todo o país.

Ainda segundo a pesquisa, o Pará é o segundo estado com o maior aumento na demanda pelo benefício, com crescimento de 194% entre os meses de março e abril A liderança do ranking é do estado de Rondônia, onde a fila cresceu 321%, e em terceiro lugar está Roraíma com demanda 188% maior na comparação entre os dois meses.

Em todo o país, a maior fila de espera para acesso ao Auxílio Brasil ocorre no estado de São Paulo, onde há 935.539 pessoas integrantes de 429.484 famílias que atendem aos requisitos do programa, mas ainda não são beneficiadas. Em seguida estão os estados do Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e Pernambuco.

Além disso, cresceu 113% o quantitativo de pessoas à espera do benefício no período analisado. Eram 1.307.930 famílias aptas em março. Já em abril, o total era de 2.788.362 famílias em condições de receber o auxílio, mas sem acesso a ele, o que significa que mais que dobrou a fila em apenas um mês.

Um dos motivos para isso está relacionado ao fato de que desde o final do ano passado não foram inseridos novos beneficiários no programa. Na época, haviam cerca de 3 milhões de famílias aptas ao programa e que foram contempladas. Desde então, a fila foi virtualmente zerada, mas o número de inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), uma das condições para ter acesso ao Auxílio Brasil só vem aumentando.

O CNM utilizou dados do Cecad, uma ferramenta que possibilita a consulta, seleção e extração de informações do CadÚnico e permite conhecer as características socioeconômicas das famílias e das pessoas incluídas no sistema. Com o levantamento de dados da quantidade de famílias e indivíduos inscritos no CadÚnico e o cruzamento com dados de reais beneficiários, se obteve o indicativo sobre a demanda reprimida.

A pesquisa mostra ainda que os maiores crescimentos percentuais na fila foram observados nas regiões Norte e Centro-Oeste, com aumentos de 233% e de 140%, respectivamente.

Economia
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