Pará: percentual de pessoas em extrema pobreza cai para 7,5%

O dado foi divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Amanda Engelke
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O estado do Pará apresentou uma redução significativa no número de pessoas em situação de extrema pobreza. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o percentual de pessoas vivendo nesta condição no território paraense caiu de 15,3% para 7,5%, na comparação entre os anos de 2021 e 2022. Para o levantamento, o instituto considerou como extrema pobreza as pessoas que vivem com menos de R$ 200,00 por mês

Além disso, outro dado positivo apresentado pelo levantamento é em relação às pessoas em situação de pobreza. Neste caso, são consideradas aquelas que vivem com até R$ 637,00. Ou seja, menos do que a metade de um salário mínimo, que em 2023 passou a R$ 1.320,00. Entre de 2021 e 2022, o percentual de pessoas nesta condição recuou de 55,1% (2021) para 47% (2022). Os dados são da "Síntese de Indicadores Sociais 2023: uma análise das condições de vida da população brasileira".

Em nota ao Grupo Liberal, a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) “informa que articula e coordena programas que asseguram a sobrevivência de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza em todo o Estado, além de capacitar e monitorar a gestão municipal na concessão de benefícios socioassistenciais”. A secretaria explica ainda que, entre 2019 e 2023, “o Governo do Estado repassou cerca de R$ 1 bilhão a 1,2 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade social por meio de programas de transferência de renda”. 

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No Brasil, o percentual de extrema pobreza (até R$ 200,00) também caiu, passando a 5,9% em 2022, após alcançar 9,0% em 2021. Já a proporção de pessoas em situação de pobreza (que viviam com até R$ 637,00 por mês), caiu de 36,7% em 2021 para 31,6% em 2022. Em termos de contingente, no ano passado, 6,5 milhões de pessoas saíram da condição de extrema pobreza e outras 10,2 milhões da condição de pobreza. Apesar disso, havia 12,7 milhões na condição de extrema pobreza e 67,8 milhões na pobreza.

O Instituto considerou ainda para a Síntese de Indicadores Sociais os parâmetros do Banco Mundial de US$2,15/dia para extrema pobreza e de US$ 6,85/dia para a pobreza, em termos de Poder de Paridade de Compra (PPC) a preços internacionais de 2017. De acordo com o IBGE, essa são as linhas utilizadas para o monitoramento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 1, alicerçado pela Organização das Nações Unidas, que compreende a Erradicação da Pobreza. 

Maior redução foi no Norte e no Nordeste

O levantamento revela ainda que a maior redução da pobreza e da extrema pobreza foi registrada nas regiões Norte e Nordeste. Entre os anos de 2021 e 2022, no Norte, a extrema pobreza recuou 7,2%, já a pobreza 5,9%. No Nordeste, a redução foi de 6,2% na extrema pobreza e de 5,8% na pobreza. De acordo com André Simões, analista da pesquisa, as reduções em ambas as regiões revelam um impacto maior dos programas sociais de transferência de renda. Além disso, as regiões também concentram um maior volume de pessoas nessas condições. 

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Em 2022, a região Nordeste representava 27% da população brasileira, porém, abrigava 43,5% da população em condição de pobreza e 54,6% vivendo na extrema pobreza. Por outro lado, o Norte, com 8,7% da população total, registrava 12,8% em situação de pobreza e 11,9% em extrema pobreza. No Nordeste, mais da metade (51%) da população estava nessa condição. Já o Sudeste, por exemplo, com 42,1% da população do país, em 2022 concentrava 30,7% em pobreza e 23,8% em extrema pobreza.

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