Oferta de voos internacionais ainda é baixa em Belém

Atualmente, apenas um terço das viagens foi reestabelecido

Fabrício Queiroz
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Em agosto, o Brasil teve o maior número de chegadas de voos internacionais desde o início da pandemia. Segundo a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), no último mês foram 4.003 desembarques, o que indica a retomada do setor, que atingiu 80,71% da capacidade demonstrada em 2019. Em comparação a agosto de 2021, a pesquisa mostra que aumentou 232,35% o número de conectividades internacionais.

No Aeroporto Internacional de Belém – Val-de-Cans, a frequência de voos internacionais tem aumentado, mas o número de operações e de passageiros transportados ainda é inferior ao que havia no período pré-pandemia. Em julho de 2022, Belém teve 19 pousos e 19 decolagens de voos internacionais regulares, que transportaram cerca de 2.500 passageiros, segundo dados da Infraero. Neste ano, o quantitativo de pousos e decolagens com origem ou destino no exterior chega a 284, com 14.737 passageiros embarcados e 13.039 desembarcados.

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O volume de viagens e de passageiros representa apenas cerca de um terço do que foi registrado em outubro de 2019, quando as procissões do Círio de Nazaré foram realizadas presencialmente. Naquele mês, houve 55 pousos, 54 decolagens, 6.757 pessoas embarcadas e 6.775 desembarcadas no estado. Ou seja, caiu 63% o número de passageiros transportados.

Com a diminuição de casos de covid-19 em todo o mundo e o fim de restrições sanitárias, como o uso de máscara facial durante os voos, a expectativa é que Belém volte a figurar na rota dos voos internacionais. A rota entre Belém e Lisboa, a única que liga o estado do Pará ao continente europeu, voltou a ser operada pela TAP em 31 de outubro do ano passado. Atualmente, a companhia aérea mantém dois voos semanais de ida e dois de volta entre os destinos.

Em junho deste ano, um comunicado da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a Air France iria começar a operar na rota entre Belém e Caiena, na Guiana Francesa, com voos incluídos na oferta regular do serviço. Porém, no site da companhia não é possível comprar bilhetes para nenhum voo nos meses de setembro e outubro.

Da mesma forma, também ainda não está disponível para venda os assentos dos voos diretos entre Belém e Fort Lauderdale, na Flórida (EUA). O anúncio da retomada da conexão foi feito na capital paraense no mês de agosto. Na ocasião, o Gerente de Relações Institucionais da Azul, César Grandolfo disse que as viagens devem ocorrer a partir de 15 de dezembro, porém até agora não há bilhetes à venda.

“Em Belém, a gente está nesse momento de maturidade das operações. A gente entende que com o número que operações que a gente tem hoje aqui é viável colocar um voo internacional, que é um voo que nós já operávamos antes da pandemia. Com esse cenário que nós temos, a gente entende que a retomada é mais do que viável. A gente acredita muito nessa rota internacional e que Belém está pronta para essa nova etapa da parceria com o Governo do Estado”, afirmou Grandolfo, que destacou o apoio que a administração estadual está dando para a recomposição da malha aérea internacional.

Já a Latam Airlines Brasil, que mantinha voos diretos de Belém para Miami, nos Estados Unidos, ainda não anunciou previsão de reestabelecer a linha. Hoje, além da rota Belém-Lisboa, que tem saídas às quartas-feiras e domingos, o Pará tem apenas a conexão com Paramaribo, no Suriname, em operação pela companhia Gol Linhas Aéreas, com voos às quintas-feiras e domingos.

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