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Movimentação nos portos do Pará cresceu 16,75% no primeiro semestre

Dado positivo contrasta com número nacional, que sofreu queda de 3,3% 

O Liberal

A movimentação nos portos privados do Pará aumentou 16,75% no primeiro semestre de 2022, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram apresentados pela Agência Nacional de Transporte Aquático nesta segunda-feira (15).

A carga bruta embarcada no território paraense ultrapassou 34,3 milhões de toneladas, um acréscimo de 10,57% em relação ao primeiro semestre de 2021. Já o total desembarcado foi de pouco mais de 14,7 milhões, um aumento de 6,19%. As sementes e frutos responderam por 39,9% da movimentação no período. Em segundo lugar apareceram os minérios, com 22,5% do total. Ambos os grupos, porém, registraram quedas de 7,97% e 12,38%, respectivamente. 

Outras categorias apresentaram altas expressivas nos portos do Pará neste primeiro semestre, como os cereais (129,60%), combustíveis minerais e óleos (21,47%) e adubos e fertilizantes (45,12%).

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O Pará também registrou altas de movimentação de mercadorias a partir da navegação de longo curso, de 6,38%. A cabotagem, porém, apresentou queda de 15,78% no primeiro semestre. A modalidade responde pelas navegações feitas entre portos dentro de um mesmo país.

Entre os portos, o complexo de Vila do Conde respondeu por 31,3% da movimentação do estado. Por lá, houve um aumento de 15,1% no escoamento de soja. A título de comparação, a alta no escoamento da soja no porto de Santos, em São Paulo, foi de 8,2% no período, enquanto o porto de Paranaguá, no Paraná, registrou queda de 23,2%.

"Temos um carinho muito grande pelo escoamento alinhado ao desafio de desenvolvimento de regiões diferentes do Brasil. Uns anos atrás tínhamos poucos terminais na região Norte. Hoje, dispomos de terminais eficientes na região para que os produtos possam escoar pelo chamado Arco Amazônico. Embora você tenha uma redução no volume movimentado no Brasil, o Arco Amazônico ultrapassou, com a soja e o milho, a movimentação nos demais arcos, muito disso em consequência da seca na região Sul", afirmou Eduardo Nery, diretor geral da Agência, ao destacar o alto volume de exportação do Pará e do Amazonas. 91% da navegação interior, ou seja, via rios, ocorre em terminais da região Norte. 

Em todo o Brasil, houve um decréscimo de 3,3% na movimentação dos portos no primeiro semestre. A Agência afirma que o desaquecimento global da economia é o principal causador do número, especialmente por conta da previsão de retração do crescimento do Produto Interno Bruto global, que deve cair pela metade em 2022, nas contas do Fundo Monetário Internacional.

Nery destacou, porém, aspectos positivos do Brasil neste segundo semestre, como a exportação de celulose.O país é o segundo maior produtor do insumo no mundo e o primeiro em exportação.

Ele afirmou que a expectativa é boa para o segundo semestre, historicamente sempre mais positivo para os portos brasileiros. Além disso, há otimismo em relação a recuperação gradual da economia da China, principal parceiro comercial do Brasil. "E há um destaque para o milho. Temos muito milho, celulose e soja para escoar", diz. 

Palavras-chave

Economia
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