Lojistas de Belém recomendam antecipar compra de eletrônicos antes de disparada nos preços
Com o reajuste nos preços de gigantes de tecnolgia, como a Microsoft, lojas orientam para a antecipação de compras de eletrônicos, na capital paraense
As maiores empresas de tecnologia divulgaram reajustes expressivos nos valores de suas linhas de produtos recentemente. A Apple aumentou os preços do iPad e do MacBook, justificando que ficou inviável arcar sozinha com a escalada nos custos de componentes como chips de memória e armazenamento. A Microsoft anunciou que os consoles Xbox vão ter alta de até 33% a partir do dia 1º de agosto.
Em Belém, lojistas afirmam que o consumidor não deve esperar o aumento dos preços para comprar computadores, aparelhos eletrônicos e os materiais usados para o funcionamento e manutenção deles.
Roberta Henriques é a gerente comercial da unidade de uma grande rede de eletroeletrônicos, no shopping center do bairro de Val de Cans, em Belém. Ela afirma que para quem tem interesse nesse tipo de compra, a hora é agora.
"A gente acompanha esse cenário com atenção, já tínhamos ciência dele. Na nossa empresa, conseguimos minimizar esse impacto graças a um excelente planejamento logístico e à formação antecipada de estoque. Isso nos permite manter preços bastante competitivos, neste momento, oferecendo uma oportunidade vantajosa para o consumidor”, disse ela.
Computadores, tablets e consoles
Com oito anos no setor de eletroeletrônicos, Roberta destaca que a busca acelerada por inteligência artificial gerou a falta de memória e armazenamento no mercado global. Por causa disso, as empresas aumentaram os valores de computadores, tablets e consoles.
“O avanço da inteligência artificial aumentou significativamente a demanda mundial por componentes eletrônicos, o que tem impactado diretamente o custo de diversos produtos de tecnologia, como notebooks, tablets e os insumos”.
A gerente acrescentou: “O cliente não deve esperar a Black Friday para comprar, porque a tendência de mercado, não é pontual isso, é aumentar de fato os preços a partir de agosto. No nosso segmento, um bom planejamento não nos deixa ser pegos de surpresa, porém, há concorrentes já impactados. É isso, a gente tem uma programação consolidada, compramos produtos e com um bom estoque, a gente consegue segurar e não repassar o aumento aos clientes, de imediato”.
A empresa em que Henriques trabalha também tem lançado mão de ofertas promocionais para atrair e fidelizar os clientes. Os notebooks estão com descontos de 18%, no pagamento à vista, e os funcionários montam kits com os insumos personalizados, ou melhor, com itens e materiais específicos ao gosto do cliente, e isso inclui desde memórias para armazenamentos para quem trabalha com mídias, de modo profissional.
Na loja, há memórias a partir de R$ 149 até R$ 3 mil, dependendo da capacidade. Uma memória de 16 gigabytes RAM, por exemplo, é considerada excelente pela quantidade para a maioria dos usos atuais. Ela permite rodar jogos modernos, usar programas pesados e fazer várias tarefas ao mesmo tempo com muita velocidade. A memória RAM é como a "mesa de trabalho" do seu computador. É nela que o sistema guarda os arquivos e aplicativos que você está usando no momento para que abram rápido.
As lojas agora investem no modelo phygital (fusão de physical + digital), uma estratégia que permite que o consumidor transite entre lojas físicas, sites e aplicativos. O comércio presencial convive com a conveniência online da possibilidade de escolhas e negociações para compras por meio dos aplicativos Instagram e WhatsApp.
Na última quinta-feira (2), a estudante Vitória Caroline, de 12 anos, estava com os pais, na loja da gerente Roberta Henriques. A família procurava um computador para Vitória. "Nós viemos atrás de um computador para a nossa filha, que está de férias. Ela quer jogar e quer estudar também, ela merece brincar”, disse o professor da rede municipal de ensino, em Belém, Sandro Falcão.
Sandro afirmou que a família estava estimando desembolsar entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, e pagaria a compra no cartão de crédito. “Vimos aqui que já sai uns R$ 6 mil. Aí, estamos vendo, colocar um monitor mais barato, alguma coisa assim, para levar, né?”, comentou o professor, enquanto, Vitória Carolina, acompanhava as avaliações junto aos pais.
“Eu penso em um computador que tenha um processador bom, para rodar os jogos que eu quero e também para estudar, e que não precise melhorar ele muito (inserir mais memória). Agora, nas férias quero jogar o Roblox, Valorant, Fortnite, depois vou estudar”, disse a menina sorrindo.
Perguntado se era isso mesmo, o pai concordou com a filha e disse que o computador será o presente de aniversário de Vitória, que fará 13 anos, na próxima sexta-feira, dia 10 de julho.
Veja a média de preços:
Notebooks: Variam de R$ 2.600 a R$ 10 mil.
Televisões: Vão de R$ 1.099 (modelos básicos) até R$ 8.499 (tela de 86 polegadas).
Ar-condicionado: Começam em R$ 1.799 e chegam a valores mais altos para equipamentos de alta potência, como os de 56 mil BTUs.
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