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LibTalks Amazônia Tocantins debate inovação, empreendedorismo e economia verde

Iniciativa do Grupo Liberal é um espaço de encontro e conexão entre pessoas comprometidas com práticas, experiências e negócios sustentáveis

Valéria Nascimento
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Na noite desta quinta-feira (6), o Grupo Liberal realizou, na cidade de Palmas, a edição LibTalks Amazônia-Tocantins, iniciativa multiplataforma que promove debates sobre os principais temas que impulsionam o desenvolvimento sustentável da região Norte. A edição contou com transmissão ao vivo, pelo canal oficial do O Liberal no YouTube e também pelo portal O Liberal.

Com mediação da jornalista, Cinthia Abreu, o evento focou em bioeconomia e sustentabilidade, reunindo Éber Souza, professor e pesquisador do Instituto Federal do Tocantins e CEO da BIO 6 Sustentável; Luana Mozzaquatro, presidente da Associação Tocantinense de Startups e CEO da Vórtex Aceleradora; e Magda Cristina, proprietária do Grupo da Família, indústria tocantinense de transformação e reciclagem.

Os convidados apresentaram suas trajetórias profissionais e falaram sobre a diferença de empreender na Amazônia, destacando as particularidades da região e a resiliência dos empreendedores e a riqueza dos recursos naturais, que precisam ser entendidos para dar bons resultados.

A jornalista Cinthia Abreu começou a roda de conversa, explorando nuances sobre o que diferencia o empreendedorismo amazônico de outras regiões do país. Em síntese, os convidados destacaram a necessidade de resiliência e de conhecimento da dinâmica orgânica da região.

Doutor em biotecnologia, o biólogo Éber Souza afirmou que empreender no meio da floresta e com a floresta é um grande aprendizado. “Quando nós pensamos na Amazônia, grande parte dos produtos são gerados através de bioprodutos, cadeias produtivas com o envolvimento de cooperativas, isso é muito particular”, disse ele.

“Há uma logística diferente, e aqui você tem que entender o ‘time’ às vezes da produção da floresta, do clima para desenvolver bioprodutos que não vêm na mesma velocidade que têm produtos sintéticos, então, para mim, empreender na Amazônia tem essa característica muito particular e especial e um desafio também”, afirmou o biólogo.

A startup de Éber desenvolve tecnologia para transformar cascas de camarão descartadas em bioprodutos e insumos para a indústria química limpa. No LibTalks, desta quinta-feira, ele explicou como a empresa descobriu, por meio de pesquisas na área da biotecnologia, formas de extrair da casca do camarão, elementos naturais para a produção de álcool e biocombustíveis, por exemplo.

Preconceito e potencial

Mestre em Engenharia de Produção, Magda Cristina comanda o Grupo da Família, uma indústria tocantinense especializada em reciclagem de plásticos e fabricação de cordas e cordéis sustentáveis.

Ela destacou que a falta de informação ainda gera preconceito com o material reciclado. Por causa disso, Magda observou que o Grupo da Família tem feito um trabalho de conscientização nas redes sociais, escolas de ensino médio e universidades, para ampliar a conscientização sobre a qualidade e durabilidade dos produtos recicláveis. Uma saída encontrada, disse ela, é mostrar às pessoas (consumidores) o processo de fabricação dos recicláveis.

“Ainda tem preconceito, mas é preciso levar as pessoas para entender o processo desenvolvido até chegar na matéria prima que a gente consegue. Temos feito isso pela nossa página no Instagram @grupodafamília. A gente fala, temos vídeos. Tudo é conscientização”, disse a engenheira de produção.

Presidente da Associação Tocantinense de Startups e CEO da Vórtex Aceleradora, Luana Mozzaquatro, observou a importância de se desenvolver a cultura do consumo. “Não adianta a gente inovar se o produto não chega ao consumidor, porque ele segue com uma mentalidade que os produtos sustentáveis não são confiáveis. Meu papel é ajudar as startups a entrarem no mercado, se desenvolverem”, afirmou.

Luana Mozzaquatro trabalha para desenvolver e fortalecer o ecossistema de inovação e tecnologia no estado do Tocantins e na Região Norte. A associação é a primeira aceleradora de startups, em Palmas, e foca em áreas como tecnologia para o agronegócio, biotecnologia e tecnologias limpas.

No sistema de inovação, boas ideias não se estruturam sozinhas, precisa-se de estrutura e investimento. Luana atua para conectar novos negócios locais a redes e fundos de investimento. “O retorno do investimento em startup é um retorno com um tempo diferente, (pode ser um pouco mais demorado) mas também com alto potencial de escalabilidade. Investidores nos procurem, se conectem, venham, vamos conversar, deixem eu vou mostrar boas startups para vocês”, salientou Mozzaquatro.

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Economia
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