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Inflação avança 0,65% em Belém no mês de janeiro, percentual acima da média nacional

Cenoura, cebola e açaí aumentaram de preço, mas batata, feijão e refrigerantes tiveram redução na capital paraense

O Liberal

A inflação do mês de janeiro na Região Metropolitana de Belém foi de 0,65%, o que fez da capital paraense a quarta cidade com maior alta nos preços no primeiro mês do ano dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atrás somente de Salvador (0,86%), Belo Horizonte (0,80%) e Fortaleza (0,73%). Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Os alimentos com apontados com o maior aumento nos preços foram  a cenoura (14,56%), a cebola (11,46%), o açaí (11,10%), o tomate (9,4%) e o brócolis (8,13%). Por outro lado, diversas quedas foram registradas, como as dos preços da alface (-15,63%), batata (-5,97%), laranja (-5,90%), feijão (-4,98%) e refrigerante e água mineral (-3,47%).

Apesar da alta na categoria alimentos e bebidas, o setor de habitação teve queda de -1,15%, principalmente por conta do recuo da energia elétrica (-2,87%), embora ainda permaneça em vigor a bandeira escassez hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. 

No Brasil

O IPCA fechou janeiro em 0.54% no Brasil, o maior resultado para o primeiro mês do ano desde 2016, quando o índice registrado foi de 1,27%. Na comparação com dezembro, porém, houve uma desaceleração, já que no último mês de 2021 a inflação registrada no território nacional foi de 0,73%.

Sendo assim, nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 10,38%, acima dos 10,06% observados nos 12 meses anteriores. 

A meta do Banco Central para a inflação neste ano é de 3,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, variando entre 2% e 5%.

Mas os especialistas do mercado ainda duvidam que a meta será atingida, o que foi reforçado pelo número divulgado nesta quarta-feira (9), com 0,2% acima do esperado pelas previsões dos economistas.

A desaceleração da inflação em relação a dezembro foi influenciada pelo recuo nos transportes, o único dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE a ter queda em janeiro.

Altas e quedas

Além da gasolina (-1,14%), houve ainda queda nos preços do etanol (-2,84%) e do gás veicular (-0,86%), dos transportes por aplicativo (-17,96%) e do aluguel de veículo (-3,79%).

O óleo diesel foi o único a subir em janeiro (2,38%). O resultado para o mês foi influenciado, principalmente, por alimentação e bebidas (1,11%), que teve o maior impacto no índice do mês, com destaque para carnes (1,32%) e frutas (3,4%).

Os preços do café moído (4,75%) subiram pelo 11º mês consecutivo, acumulando alta de 56,87% nos últimos 12 meses. A cenoura (27,64%), a cebola (12,43%), a batata-inglesa (9,65%) e o tomate (6,21%) também subiram. As principais quedas foram registradas nos preços do arroz (-2,66%), do frango inteiro (-0,85%) e do frango em pedaços (-0,71%).

O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

Palavras-chave

Economia
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