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Ibovespa recua 0,69% com pressão da Vale, bancos e cautela global

Resultado negativo da mineradora e dados econômicos influenciaram pregão

Da Redação
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O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (13/2) em queda de 0,69%, aos 186,4 mil pontos, refletindo a cautela dos investidores diante de indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos, além do impacto negativo de resultados corporativos relevantes e do desempenho de ações de grande peso no índice. O dólar, por sua vez, fechou em leve alta, cotado a R$ 5,21.

Entre os principais fatores domésticos, o destaque foi a forte desvalorização das ações da Vale, que recuaram 2,47% após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025. A mineradora reportou prejuízo líquido consolidado de R$ 23,2 bilhões, resultado 303% superior às perdas registradas no mesmo período do ano anterior, quando o prejuízo havia sido de R$ 5,8 bilhões. Por se tratar de uma das empresas com maior peso no índice, o desempenho negativo da companhia contribuiu diretamente para pressionar o Ibovespa.

O setor bancário, outro pilar relevante do índice, também operou em queda ao longo do pregão. O Banco do Brasil liderou as perdas, com recuo de 2,31%, seguido pelo Santander, que caiu 2,16%. Já o Bradesco apresentou baixa de 1,22%, enquanto o Itaú registrou desvalorização de 0,97%. O movimento acompanhou o tom mais defensivo do mercado e reforçou o viés negativo observado na bolsa brasileira.

No cenário econômico nacional, os investidores acompanharam ainda a divulgação dos dados de vendas no varejo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicaram alta de 1,6% no acumulado do último ano. O resultado é considerado um indicador relevante para as expectativas em torno da trajetória da taxa básica de juros. Segundo Christian Iarussi, economista e sócio da The Hill Capital, o desempenho veio abaixo das projeções do mercado, reforçando a percepção de desaceleração da atividade econômica.

No exterior, o principal destaque foi a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que avançou 0,2% em janeiro e acumulou alta de 2,4% em 12 meses, antes do ajuste sazonal. Apesar do dado indicar inflação controlada, o ambiente global permaneceu cauteloso. “Apesar do CPI americano ter vindo controlado, o ambiente global segue defensivo, com bolsas em Nova York neutras e mercado mais seletivo, o que limita o fluxo para emergentes e contribui para o recuo do Ibovespa”, afirmou Iarussi.

O conjunto de fatores, que incluiu resultados corporativos negativos, indicadores econômicos e um cenário internacional mais seletivo, contribuiu para o desempenho negativo do principal índice da bolsa brasileira, evidenciando a sensibilidade do mercado a sinais sobre o ritmo da economia e as perspectivas para os juros nos próximos meses.

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Economia
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