IBGE prevê safra de mais de 4 milhões de toneladas no Pará

Projeção para 2022 supera em 3,5% número registrado em 2021

O Liberal

A pesquisa de outubro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgada nesta quarta-feira (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no Pará deve totalizar cerca de 4,028 milhões de toneladas até o fim de 2022.

O valor é maior que o levantamento do ano anterior, de 3,53 milhões de toneladas. Dentre os produtos com maior estimativa de produção em 2022, no Pará, conforme atualização em outubro, estão: soja (2,56 milhões de toneladas), cana-de-açúcar (1,23 milhão de toneladas), milho de segunda safra (770 mil toneladas), milho de primeira safra (523 mil toneladas), banana (484 mil toneladas) e laranja (264 mil toneladas) e Cacau (146 mil toneladas).  

Com isso, o Pará ficou em segundo lugar em produção agrícola na Região Norte, sendo o estado de Tocantins o primeiro colocado, com 5,79 milhões de toneladas. O terceiro lugar ficou para Rondônia, com 3,89 milhões de toneladas. Entre as 27 unidades da federação, o Pará ficou em 13º lugar. 

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, (30,7%), seguido pelo Paraná (12,8%), Goiás (10,4%), Rio Grande do Sul (9,8%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (6,5%), que, somados, representaram 78,6% do total. No cenário nacional, a estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas teve variação anual positiva para quatro regiões: Centro-Oeste (12,2%), Sudeste (12,6%), Norte (14,8%) e Nordeste (10,1%).

Houve recuo apenas no no Sul (-15,4%). Na variação mensal, houve ainda altas no Norte (0,6%) e no Centro-Oeste (0,7%), enquanto o Sul apresentou retração (-0,1%). Nas regiões Sudeste (0,0%) e Nordeste (0,0%) houve estabilidade.

A safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas deve somar 288,1 milhões de toneladas em 2023, segundo o primeiro prognóstico do LSPA. De acordo com o IBGE, esta produção significa um novo recorde na série histórica iniciada em 1975 e representa um aumento de 9,6% em relação às estimativas de 2022, ou 25,3 milhões de toneladas a mais.

O aumento da produção deve-se à maior produção prevista para a soja (19,1%), milho de primeira safra safra (16,8%), algodão herbáceo em caroço (2,0%), sorgo (5,7%) e feijão de primeira safra (4,9%).

“Esse crescimento é devido à recuperação das produções afetadas em 2022, principalmente a soja que teve perdas na safra do verão nos estados do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul. Tudo indica que vamos recuperar. A soja tem uma estimativa de 142,2 milhões de toneladas com crescimento de 19,1% em relação a 2022. Também tivemos perdas no milho de primeira safra. O milho terá uma produção de 114,5 milhões com expansão de 3,7%. Tivemos uma segunda safra em 2022 muito boa, com recorde da série histórica”, analisa o gerente da pesquisa, Carlos Barradas.

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