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Hotéis de Belém terão baixa ocupação durante o Círio

No segundo ano sem a festa religiosa, empresários não terão aumento na procura por vagas

Elisa Vaz

Às vésperas do Círio, período que movimenta fortemente a economia da capital paraense, os estabelecimentos ainda não têm expectativas de retomada. No setor de hotelaria, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Pará (SHRBS-PA) espera que o número de reservas confirmadas nas empresas seja de, no mínimo, 30% da capacidade, podendo variar de acordo com o empreendimento. Nesta época, normalmente, a lotação fica em torno de 80%.

"Diante do cenário ainda pandêmico, o SHRBS-PA não fará nenhum levantamento sobre as taxas de ocupação dos meios de hospedagem para a temporada do Círio 2021. A programação oficial foi divulgada hoje pela Diretoria da Festa. Os associados ligados aos meios de hospedagem estão traçando as estratégias para a venda de pacotes para o período", dizia a nota enviada pela entidade na última sexta-feira (24).

O assessor jurídico do Sindicato, Fernando Soares, afirma que, com a vacinação, as pessoas estão mais encorajadas a saírem de casa para bares e restaurantes, mas o movimento na cidade ficará muito aquém do desejado. "Ainda não é o ideal, como nos anos anteriores. Temos notícias dos associados de que está em torno de 23% a 25% a ocupação de reservas, não deve ultrapassar os 30%. Empresários ainda estão desconfiados, não tem como projetar com essa incerteza", afirma.

Proprietário de um hotel em Belém, o empresário Antonio Sampaio Neto conta que o movimento está baixo. Normalmente, a ocupação é de 25% em sua empresa, e com a chegada do Círio deve aumentar para os 30%. "Não vai ser uma alta considerável. Em Círios normais chegávamos a mais de 90% de ocupação. Muitas reservas que tínhamos foram canceladas porque não vai ter a festa religiosa", diz.

Setor de eventos deve obedecer regras

Também na sexta-feira, foi realizada uma reunião na Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), junto às Secretarias Municipal e Estadual de Saúde e entidades que representam os setores econômicos. Após o encontro, o SHRBS-PA informou que já encaminhou aos seus associados todas as orientações e recomendações sanitárias para o funcionamento das atividades econômicas abrangidas pela categoria.

Além da manutenção das regras de higiene, uso de máscaras e distanciamento, será solicitado: aquisição de ingresso condicionada à apresentação do cartão de vacinação com esquema vacinal completo; entrada no evento mediante apresentação do ingresso, documento de identidade e o cartão de vacinação; eventos em locais fechados, públicos ou privados, devem ser realizados com a presença de até 20% da capacidade de público do local, com lotação total limitada a 300 pessoas; eventos em estádios, ginásios, templos, igrejas ou locais com capacidade de público superior a 1.500 pessoas devem ser realizados com a presença de até 20% da capacidade de público do local do evento; manter o distanciamento social de 1,5 metro entre as pessoas presentes no evento; instrução e fiscalização do uso obrigatório de máscara; material necessário para higienização dos locais de uso comum, assim como álcool em gel e álcool 70% aos convidados; utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI); estruturas para aferir a temperatura corporal de todos os convidados que adentrarem ao estádio; proibida a utilização de equipamentos coletivos, como bebedouros.

O SHRBS-PA reforçou que compete ao poder público a fiscalização do cumprimento das medidas e reiterou a importância de que todos façam a sua parte para combater a proliferação de variantes do coronavírus. "O receio é que possa haver algum tipo de sequela de contágio, já que, mesmo vacinadas, as pessoas transmitem o vírus e muita gente não tem a segunda dose,. Então evitar festas, procissões, locais aglomerados, para não disseminar mais o vírus, porque isso prejudica todo mundo", diz Fernando.

Palavras-chave

Economia
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