Fila do INSS deve ser zerada até o fim do ano, diz ministro da Previdência Social
Wolney Queiroz diz que o estoque de pedidos caiu de 3,1 milhões para menos de 2 milhões e detalha ações para acelerar a concessão de benefícios
A fila do INSS, que reúne pessoas à espera da análise de pedidos de aposentadorias, pensões, auxílios e outros benefícios previdenciários, deve ser zerada até o fim de 2026, como afirmou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, em entrevista ao Grupo Liberal. Segundo ele, o governo federal vem acelerando a avaliação dos requerimentos e já reduziu o estoque de solicitações de cerca de 3,1 milhões para menos de 2 milhões.
Segundo o ministro Wolney Queiroz, no Pará, cerca de 79 mil pessoas aguardam a resposta de seus benefícios, o que exemplifica a expressiva demanda do INSS, que recebe 1,3 milhão de requerimentos mensalmente. A cada mês, são 1,3 milhão de novos pedidos, como detalha o titular da pasta da Previdência.
“É um volume gigantesco. Para reduzir essa fila, é preciso atender aos novos pedidos que entram e, ao mesmo tempo, diminuir o estoque. Conseguimos, por exemplo, no mês de março, um número recorde de concessões: foram 890 mil benefícios concedidos, ou seja, pedidos atendidos em um único mês no país”, afirma ele.
Prioridade
Segundo Queiroz, zerar a fila é uma prioridade do governo federal para enfrentar um gargalo histórico, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. De acordo com o ministro, a estratégia inclui a nomeação de uma servidora de carreira para a presidência do INSS, o reforço do quadro de servidores e a realização de mutirões em todo o país para acelerar a análise dos pedidos e o atendimento aos segurados.
“Nós trouxemos mais 500 peritos médicos federais por meio de um concurso que há mais de 10 anos não era realizado. Nós aumentamos o número de servidores e estamos fazendo mutirões pelo Brasil inteiro. Para você ter uma ideia, fizemos cerca de 14 mil atendimentos em mutirões no ano de 2024. Em 2025, já foram 178 mil atendimentos”, observa o ministro.
Atendimentos
Neste ano, o primeiro semestre já teve mais de 190 mil atendimentos para quem aguardava pela concessão dos benefícios, segundo o ministro. ”Vamos ultrapassar a marca dos 400 mil atendimentos por mutirão. É um volume gigantesco de mobilização de todos os servidores. Implantamos, também, um Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), uma espécie de bônus que damos aos peritos e aos servidores para aumentar a capacidade e o volume de atendimento.
“Todo esse conjunto de ações têm resultado na aceleração e na rápida redução da fila, o que tem sido uma grande alegria, porque sabemos que, por trás de cada pessoa que espera um benefício, tem uma vida, tem uma história que merece todo carinho e toda atenção, não como estatística, mas como a vida de uma pessoa, alguém que está em busca de um benefício que, na maioria das vezes, é um benefício legítimo e ao qual o Estado deve reconhecer esse direito”, acrescenta Wolney Queiroz..
O ministro destaca que, nos últimos meses, regiões Norte e Nordeste foram as que receberam o maior número de mutirões e de peritos médicos aprovados no novo concurso, porque eram as regiões com os piores indicadores. “A maior demora e o maior tempo de espera dos segurados estavam concentrados nessas duas regiões. Por isso, intensificamos as ações nessas localidades, com mais peritos e mais assistentes sociais, para alcançarmos melhores resultados. Felizmente, temos obtido bons resultados, e é isso que tem permitido reduzir essa fila de forma tão rápida”, relata.
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