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Exportações paraenses caem 6% em 2021

Queda foi atribuída, principalmente, à falta de ritmo nas emissões da documentação das operações. Com alta no mesmo período, Mato Grosso se aproximou do Pará como principal exportador de madeira nativa da Amazônia

Sérgio Chêne

Com o avanço da vacinação contra a covid-19 e a melhora do cenário econômico mundial, o mercado internacional consumidor de produtos e subprodutos de madeira, em 2021, foi reaquecido e praticamente todos os principais exportadores de madeira do Brasil se recuperaram das fortes quedas sofridas em 2020, ocasionadas pelo avanço da pandemia.

No entanto, o Pará, quarto principal Estado exportador de madeira do país (atrás apenas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e maior exportador de madeira nativa do Brasil, foi exceção. A exportação de madeira no Estado paraense fechou o ano de 2021 apresentando uma queda de quase 6% no valor e mais de 2% na quantidade exportada em comparação a 2020. No período, o comércio internacional do produto movimentou cerca de US$ 200 milhões, com a produção de mais de 200 mil toneladas de produtos, como pisos, estacas, decks, frisos, entre outros.

A análise foi elaborada pela Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex), com base nos dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Se o Pará apresentou forte queda, por outro lado, o Mato Grosso, seu principal concorrente, cresceu mais de 17% em valor (US$ 151.979.702) e 7,37% (196 mil toneladas) na quantidade exportada, se aproximando fortemente do primeiro posto de exportação de madeira nativa da Amazônia.

A queda das exportações paraenses, mesmo em um cenário de recuperação, foi atribuída principalmente a mudanças colocadas em prática no primeiro semestre de 2021, envolvendo a falta de integração entre os sistemas da Receita Federal, MDIC e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Também foi decisiva para a retração, a decisão proferida pelo Superior Tribunal Federal (STF), que trouxe de volta um processo que já havia caído em desuso na cadeia de exportação após a implantação de novos processos, que era a emissão das autorizações de exportação.

Com a exigência determinada por lei, toda carga enviada para fora passou a necessitar dessa autorização, no entanto, o Ibama no Pará não conseguiu atender a todos os pedidos de exportação realizados no período. Com isso, centenas de cargas de madeira prontas para embarque ficaram por meses paradas em portos e pátios das empresas, aguardando a emissão do documento. “Realmente, esse foi o fator determinante para essa queda registrada pelas exportações de madeira no Pará. Esse seria um ano de retomada, após as fortes quedas já sentidas em 2020, pelo avanço da pandemia, só que mais uma vez amargamos um período de dificuldades para todo o setor. Acumulamos perdas, cancelamentos de contratos e diversas empresas chegaram até mesmo a dar férias coletivas aos seus funcionários”, relembra presidente da Aimex, Eduardo Leão.

O Grupo Liberal solicitou e aguarda um posicionamento do Ibama, a fim de esclarecer a demora na emissão das autorizações de exportação das cargas de madeira.

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