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Dólar fecha semana abaixo de R$ 5 com tensões globais aliviadas

Com a desvalorização do dólar, o Real se mantém entre as moedas com melhor desempenho em 2026, atraindo investidores

O Liberal, com informações de Estadão Conteúdo
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A semana encerra com uma notícia positiva para o mercado brasileiro. O dólar recuou, consolidando sua posição abaixo da barreira dos R$ 5,00. A moeda americana fechou a sexta-feira (17) cotada a R$ 4,98. Essa queda representa uma retração de 0,56% na semana e uma expressiva desvalorização de 9,21% no ano.

O principal fator para essa queda do dólar foi o relaxamento das tensões no Oriente Médio. O anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz, ponto vital para o comércio global, diminuiu o temor de desabastecimento de energia. Este cenário gerou otimismo entre os investidores.

A expectativa de um cessar-fogo entre Israel e Líbano, reforçada por sinalizações diplomáticas dos Estados Unidos, também contribuiu. Isso diminuiu a busca global por dólares, que é considerado um "porto seguro" em tempos de crise econômica ou geopolítica.

Fatores que levaram à queda do dólar

Os preços do barril de petróleo despencaram cerca de 9%. Essa queda nos valores da commodity tende a contribuir para frear a inflação global. Isso alivia a pressão sobre economias e mercados financeiros.

Apesar de uma leve oscilação durante a tarde, causada pela queda nas ações da Petrobras e uma acomodação após ganhos, o Real segue forte. A moeda brasileira continua entre as de melhor desempenho global em 2026.

Marcelo Fonseca, economista-chefe da CVPAR, avalia que "a valorização do Real reflete uma acomodação saudável. Mesmo com a queda recente do petróleo, o Brasil, como exportador de energia, segue em uma posição privilegiada. O cenário continua favorável para novas quedas do dólar à frente".

Cenário futuro e oportunidades para investidores

Com o dólar perdendo força também contra outras moedas fortes, como o Euro, abrem-se novas oportunidades. Este cenário pode fazer com que investidores voltem a direcionar seus olhares para mercados emergentes, como o Brasil.

Se o clima de paz e a estabilidade nos preços de energia persistirem, a tendência é que a moeda americana continue enfrentando dificuldades. O retorno ao patamar dos cinco reais pode se tornar um desafio a médio prazo para o dólar.

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Economia
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