Correios entram em greve no Pará e em grande parte do país nesta sexta (11)
Entidade sindical aponta impasse assistencial e articula novas manifestações para os próximos dias
Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos cruzam os braços por tempo indeterminado a partir desta sexta-feira (11), com adesão confirmada em agências de todo o Pará e de outros 24 estados brasileiros, em meio a um impasse nas negociações trabalhistas.
Conforme apurou a reportagem de O Liberal junto ao Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Pará (Sincort-PA), piquetes foram montados na frente das unidades na capital e no interior nesta manhã, marcando o início do movimento paredista no estado. Procurada pela reportagem, a assessoria dos Correios no Pará ainda não se posicionou sobre o caso.
Articulação para a próxima semana
A entidade sindical informou à reportagem que a categoria se reunirá ainda nesta sexta-feira para deliberar sobre os rumos da paralisação e definir uma possível concentração maior em um único ponto de protesto na próxima segunda-feira.
O sindicato destacou que o cenário nacional reflete uma mobilização ampla, abrangendo dezenas de bases sindicais em quase todo o território nacional, motivada pela falta de avanços na mesa de negociação da campanha salarial.
Impasse e crise financeira
O principal fator motivador da paralisação é a tentativa da direção da estatal de alterar o plano de saúde dos funcionários, ponto considerado inegociável pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect). A decisão ocorre após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) terminarem sem acordo.
Paralelamente ao conflito trabalhista, a empresa enfrenta um cenário de forte restrição orçamentária, acumulando 15 trimestres consecutivos no vermelho e um prejuízo de R$ 5,6 bilhões registrado apenas no primeiro semestre deste ano, com previsão de captar um empréstimo bilionário para tentar reequilibrar as contas.
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