Consumidores não sentem desoneração na bomba de combustível em Belém

O preço médio da gasolina na capital está em R$ 4,82, segundo levantamento mais recente divulgado pela ANP. Apenas do valor estar abaixo do nacional, população opta por pesquisar melhores condições

Camila Azevedo
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Apesar de o preço médio da gasolina de Belém estar abaixo da variação nacional, os consumidores não têm sentido diferença nos custos após a desoneração - redução da carga tributária - anunciada pelo governo federal no primeiro dia de 2023. A alternativa é pesquisar pelas melhores condições para evitar que os altos valores prejudiquem ainda mais o orçamento. De acordo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP), o combustível na capital alcançou o patamar dos R$ 4,82 na semana do dia 8 ao dia 14 de janeiro. No Brasil, conforme a Petrobras, esse número está nos R$ 5.04.

Em Belém, o menor preço da gasolina constatado pela reportagem de O Liberal foi de R$ 4,69, em um estabelecimento localizado na avenida Gentil Bittencourt, no bairro de São Brás. Na rua Antônio Barreto, o litro do combustível chegou aos R$ 4,79, apenas R$ 0,10 mais barato do que o que foi observado em um posto na avenida Duque de Caxias. Já o valor mais caro encontrado foi no bairro de Nazaré: R$ 4,99. 

Quem precisa abastecer o veículo todos dias necessita encontrar alternativas para aliar economia a qualidade. O taxista Cleber Gama, de 43 anos, gasta cerca de R$ 130 diariamente com o carro. Para ele, mais do que trocar os pneus e fazer a revisão, o combustível é o principal e o que mais compromete o orçamento. “Quanto mais você roda, mais você gasta. Tenho sentido bastante o preço, esse é o principal. Todo dia a gente abastece e o mais caro é a gasolina, que está no mesmo preço. Apenas alguns centavos de diferença”, afirma.

Cleber diz que a qualidade do produto, inclusive, é algo para ser levado em consideração. “Aí, vem outra coisa, que é a questão da qualidade da gasolina, isso é um problema. Faço pesquisa, abasteço onde me sinto melhor, nem que seja um pouco mais caro, mas eu vou. É pela saúde do meu veículo”, pondera o taxista. 

A pesquisa também é a estratégia usada pelo motorista de aplicativo Luís Santana, de 40 anos. A faixa de gasto dele com gasolina da motocicleta utilizada é de R$ 50 por dia. Isso porque as corridas são feitas de 8h até as 18h, para que o rendimento mensal seja proveitoso. “Alguns postos variam de preço. Tem uns que estão nos R$ 4,64. Varia bastante. Tenho que pesquisar para não gastar tanto”, destaca o trabalhador.

image Luís usa o veículo todos os dias para rodar de aplicativo e explicar não sentir diferença nos preços (Filipe Bispo / O Liberal)

Luís é outro consumidor que não sentiu a diferença na bomba e opta por um local de confiança para realizar o abastecimento. “Acabei de gastar quase R$ 5 no litro. Só parei porque já estava na reserva, mas quando vi o preço, me arrependi. Geralmente, eu coloco em um posto na Pedro Álvares Cabral, que está mais em conta. Porém, não senti essa diminuição, para ser sincero, eu não senti não”, completa.

Economia
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