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Comidas típicas estão mais caras na quadra junina na Grande Belém

Pesquisa do Dieese afirma que diferença de preço das comidas juninas entre locais de venda pode chegar a 100%.

Natalia Mello

Mesmo com as dificuldades em função da pandemia, com a retomada das atividades econômicas na Grande Belém, muitas barracas de comidas típicas foram montadas em shoppings e estabelecimentos comerciais. Mas um estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) confirmou: as comidas típicas do período junino estão mais caras em 2021, se comparadas com o mesmo período do ano passado. Segundo o levantamento, esse cenário era esperado, visto que houve um aumento considerável dos produtos in natura, segundo pesquisa realizada no mês de maio pela instituição.

Um dos principais pontos colocados pelo Dieese é a mudança de preço de um mesmo produto de um local para outro. A pesquisa, realizada no período de 14 a 17 de junho nas barracas de venda de comida típica localizadas em supermercados, nos shoppings e em outros locais espalhados pela RMB, revelou que a diferença pode chegar a mais de 100%. O departamento afirma que as altas já eram esperadas, devido principalmente aos reajustes abusivos verificados nos últimos 12 meses nos preços de vários insumos, como por exemplo, açúcar, óleo de cozinha, milho para mingau, gás de cozinha e energia elétrica.

“Um copo de mingau de tapioca ou de milho, por exemplo, pode custar entre R$ 4 e R$ 10, dependendo do local de venda; um prato de Maniçoba pode custar entre R$ 15 e R$ 20”, apontou o estudo. Entre as comidas típicas mais procuradas estão o Vatapá e o Caruru, que estão custando em média R$ 17,08; e a Maniçoba, cujo valor ficou em média R$ 18,42 nos locais pesquisados. O Tacacá (cuia) ainda é um dos favoritos do público, e está custando em média R$ 14,40. Dona Dolores Valente, de 51 anos, sempre trabalhou com venda de refeições e, esse ano, resolveu apostar na comercialização de comidas típicas.

A pequena empreendedora conta que sentiu bastante o aumento do preço da maniva e do camarão salgado, usado para fazer o Vatapá. “São as principais encomendas, né, esses dois. Paguei R$ 45 no kg do camarão salgado. Maniçoba é que mais sai. As pessoas reclamam”, afirmou, lembrando da dificuldade de não repassar o preço ao consumidor. “Eu senti bastante e infelizmente tive que aumentar algumas coisas, mas a gente vai se virando. Eu vendo pelo aplicativo, mas se for à vista, fica mais barato. Faço entrega também, mas faço tudo sozinha, minha filha que me ajuda na parte de marketing”, concluiu, indicado o perfil do Instagram, que oferece algumas opções de cestas juninas: @_comidadamamae.

Doces juninos

Também ganham o favoritismo dos clientes a Cocada, que está custando entre R$ 5 e R$ 6; o pacote da Paçoca, com valor também entre R$ 5 e R$ 6; a Fatia do Quindim, que custa entre R$ 5 e R$ 7; e a unidade da Rosquinha de Tapioca, com valores entre R$ 5 e R$ 8. Os bolos – macaxeira, tapioca/bolo podre, milho, chocolate, etc. – também são muito procurados e estão à venda em vários locais na Grande Belém, custando entre R$ 5 e R$ 12.

Economia
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