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Banco da Amazônia fecha 2025 com lucro de R$ 1,1 bilhão e recorde carteira de crédito

No quarto trimestre do ano passado, foram R$ 305,5 milhões de lucro, alta de quase 12%

O Liberal

O Banco da Amazônia encerrou 2025 no azul, com um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no ano, mesmo diante de um cenário econômico que colocou pressão em toda a cadeia financeira do país. Só no quarto trimestre do ano passado, foram R$ 305,5 milhões de lucro, alta de quase 12% em relação ao mesmo período de 2024. Os números foram divulgados pelo próprio banco na sexta-feira, 17 de abril, em Belém, e mostram um crescimento expressivo na carteira de crédito: R$ 66,8 bilhões, avanço de mais de 20% em um único ano. O resultado consolida o banco como um dos principais motores do desenvolvimento regional na Amazônia e reforça sua posição estratégica no sistema financeiro nacional.

As receitas totais subiram 22,3%, puxadas pela expansão do crédito e pelo desempenho da tesouraria, que cresceu 39% no período. Um dos destaques do balanço é o microcrédito, que registrou crescimento de 142% no apoio a pequenos empreendedores da região. O resultado se soma ao desempenho do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que também dobrou de volume, alcançando R$ 2,7 bilhões em contratos. Na prática, isso representa mais recursos chegando diretamente a agricultores, pescadores, ribeirinhos e empreendedores espalhados pelos estados da Amazônia Legal, contribuindo para a geração de renda e o fortalecimento das cadeias produtivas locais.

O crescimento do crédito foi sustentado por múltiplas frentes de atuação: crédito rural, financiamento de micro e pequenas empresas, operações de capital de giro e projetos de infraestrutura voltados à sustentabilidade. A expansão consistente da carteira ao longo do ano demonstra a capacidade do banco de equilibrar crescimento com qualidade dos ativos, mantendo índices de inadimplência sob controle mesmo em um ambiente de juros elevados e incerteza macroeconômica.

As aplicações em crédito comercial totalizaram R$ 3,6 bilhões, crescimento de 36,7%. O resultado foi impulsionado, sobretudo, pelas operações nas linhas de capital de giro, que somaram R$ 2,3 bilhões no ano, indicando maior demanda das empresas por recursos voltados à manutenção e à expansão de suas atividades. Esse movimento reflete a confiança do empresariado regional no banco como parceiro estratégico para o financiamento de planos de crescimento, mesmo em períodos de maior restrição de crédito no mercado.

O crédito para Micro e Pequenas Empresas (MPE) e Microempreendedores Individuais (MEI) somou R$ 3,4 bilhões, crescimento de 37,8% em relação a 2024. Desse total, R$ 3,3 bilhões foram destinados às MPE, com alta de 36,8%, e R$ 72,8 milhões ao MEI, com avanço expressivo de 103,7%. Os números revelam uma estratégia deliberada de inclusão financeira, voltada a empreendedores que historicamente enfrentam mais dificuldades de acesso ao crédito formal. Ao ampliar sua presença nesse segmento, o banco contribui diretamente para a formalização de negócios e para o fortalecimento do tecido econômico da região Norte.

Em 2025, o banco aplicou R$ 12,2 bilhões em pequenos negócios e em projetos de desenvolvimento sustentável da Amazônia, com crescimento de 33,7%. O desempenho reflete tanto os efeitos multiplicadores do crédito quanto o esforço da instituição em ampliar o acesso a financiamentos com foco em inclusão social, inovação e sustentabilidade. Parte desses recursos foi canalizada para projetos com foco em inclusão social, inovação e sustentabilidade.

"O ano de 2025 foi marcado por desafios importantes, mas também por avanços consistentes. Crescemos com responsabilidade, ampliamos o crédito e avançamos na diversificação do nosso modelo de negócios, sempre com foco no desenvolvimento sustentável da Amazônia", disse o presidente do banco, Luiz Lessa. O executivo destacou ainda que os resultados do ano refletem o comprometimento da equipe com uma agenda que vai além dos números financeiros, contemplando impacto social, ambiental e territorial.

Sustentabilidade e novos acordos internacionais

A realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), em novembro de 2025, em Belém, também abriu oportunidades relevantes para o banco. A instituição firmou acordos com a Agência Francesa de Desenvolvimento e com o Banco Mundial, garantindo novos recursos para projetos de transição energética e preservação da Amazônia. A participação ativa na COP 30 também posicionou o Banco da Amazônia como referência internacional em finanças verdes e desenvolvimento territorial sustentável.

Internamente, o banco também passou por mudanças significativas em 2025. Uma nova identidade visual foi lançada, reforçando a estratégia de digitalização e modernização da marca. As transações pelos canais digitais cresceram de forma expressiva, e a base ativa de clientes ultrapassou 1,2 milhão de pessoas, com destaque para o segmento empresarial, que avançou 15,6% no ano. A digitalização tem permitido ao banco ampliar sua eficiência, segurança e escalabilidade operacional.

Como parte desse movimento de expansão e aproximação com a sociedade, o Banco da Amazônia inaugurou, em Belém, o Centro Cultural Banco da Amazônia (CCBA), o primeiro da instituição. O espaço foi criado para fomentar a cultura e a economia criativa na região, ampliando a atuação do banco para além do setor financeiro. O CCBA se posiciona polo de referência para artistas, criadores e empreendedores culturais da região metropolitana de Belém, promovendo exposições, eventos e atividades de formação que valorizam a diversidade cultural amazônica.

Atualmente, o Banco da Amazônia conta com 124 agências e mais de 2.800 funcionários na região Norte. É o único operador do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), principal instrumento da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). Em 2025, registrou crescimento de 31% nas contratações via FNO e atingiu recordes históricos em praticamente todos os indicadores operacionais. Com resultados como esses, a instituição encerra o exercício não apenas com as contas equilibradas, mas com uma trajetória de crescimento que reafirma seu papel insubstituível no desenvolvimento econômico e social da maior floresta tropical do mundo.

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