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Atos do 1º de Maio em Belém mobilizam trabalhadores pelo fim da escala 6x1 e contra feminicídio

Centrais sindicais programaram mobilização com concentração na Doca e na Praça da República

Valéria Nascimento
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Em Belém, centrais sindicais vão marcar o Dia do Trabalhador, nesta sexta-feira (1º), com um ato organizado para às 9h, na Praça da República, conforme calendário de mobilização nacional encampado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores Brasileiros (CTB), Força Nacional e Nova Central. Na pauta, temas como a redução da jornada, o fim da escala 6x1, o combate ao feminicídio e à pejotização. Outra mobilização vai ocorrer na Doca, organizada por diversas entidades sindicais e movimentos sociais, como a Central Sindical e Popular (Conlutas), Intersindical, PSOL e PSTU, Sinjor e Adufpa. 

Presidente da CUT no Pará, Vera Paoloni destaca que já há diversas empresas no Brasil e no mundo que anteciparam o fim da escala 6x1, migrando para jornadas 5x2 (dois dias de folga) ou alternativas. Ela argumenta que a redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, é um sinal de modernidade administrativa de empresas que zelam por condições dignas para quem vive do trabalho.

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"Não há baixa produtividade nas empresas que eliminaram a escala 6x1 e o aumento do custo é mínimo diante do benefício. O trabalhador necessita descansar, precisa de um tempo para si e para a família. Essa jornada é antiga no Brasil, ela segue a mesma linha escravocrata, de explorar, explorar sem respeitar o mínimo da força de trabalho”, disse Paoloni.

Sobre o combate ao feminicídio, Vera informou que as centrais, como a CUT, têm promovido debates contínuos sobre o agravamento de diferentes formas de violência contra a mulher. As ações englobam campanhas de conscientização e busca de alternativas práticas para as mulheres se protegerem mutuamente.

"Nós temos leis, mas isso é insuficiente frente ao avanço da violência de gênero. Todo dia se matam mulheres no Brasil. Esta semana, realizamos um fórum justamente por estarmos preocupadas. Precisamos nos organizar, criar mecanismos de autoproteção por municípios, bairros”, disse Paoloni.

O ato desta sexta-feira na Praça da República também defende o fortalecimento das negociações coletivas, o direito de negociação para os servidores e a regulamentação do trabalho em aplicativos.

Serviço:

Ato do 1º de Maio – às 9h, na Praça da República (próximo ao Bar do Parque. A manifestação ficará centrada na Praça da República.

Movimentos e organizações políticas farão manifestação pelo Dia do Trabalhador na Doca

Uma outra mobilização também vai levar trabalhadores e sindicalistas às ruas, na manhã desta sexta-feira (1º), em Belém, pela defesa do fim da escala 6x1 e contra o feminicídio.

De acordo com organizadores, esse ato está ligado ao movimento nacional que vai ocorrer em mais de 40 cidades brasileiras. “Em Belém, o movimento 1º de maio classista vai acontecer com concentração na frente do Ginásio Altino Pimenta, na Doca, às 9h, mas desde às 8h, nós já estaremos lá, pois a gente terá um aulão popular com a Rede Emancipa e depois sairemos em caminhada”, afirmou a professora Isabel Lopes, diretora sindical do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), que vincula o IFPA, Colégio Tenente Rêgo Barros (CTRB) e o Ciaba.

A Rede Emancipa é um movimento social de educação popular que luta pela democratização do acesso ao ensino superior para estudantes de escolas públicas. O material de divulgação da mobilização prevista para a Doca também defente o fim da escala 6x1 e o combate ao feminicídio, considerando que a violência contra as mulheres cresce com o machismo e a omissão do poder público.

"Estamos em um momento em que a classe trabalhadora precisa ocupar as ruas de forma independente em defesa dos seus direitos, diante de um cenário onde o desemprego, a precarização, a carestia e a desvalorização dos servidores públicos avança, pautando temas que são importantes para o conjunto dos trabalhadores como o fim da escala 6x1, o combate ao feminicídio e a reforma administrativa”, observou Simone Romero, vice-presidente do Sindicato de Jornalistas do Pará.

Na lista de organizadores desta manifestação também estão organizações políticas como a UP, PCBR, CST, Sindtifes, Sintsuas, Sintepp, Siga-PA, Juntos, MES, Quilombo Raça e Classe PA, MML PA, Coletivo Marielle Vive, Combativas, Unidos pra lutar, Combatem, Rede Emancipa, Mocampará, Resistência e Luta, Coletivo de Juventude Pajeú e APS/Psol.

Serviço:

Ato do 1º de Maio – às 9h (concentração), na frente do Ginásio Altino Pimenta (Doca)

Aulão da Rede Emancipa a partir das 8h.

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