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Após anúncio da Petrobras, consumidores esperam nova queda no preço da gasolina nos postos de Belém

Sindicombustíveis observa, porém, que não existe correlação obrigatória entre os preços da refinaria e os dos combustíveis nos postos, pois isso depende de outros fatores

Elisa Vaz

Os consumidores paraenses devem sentir menos impacto no bolso ao comprarem gasolina após a Petrobras ter reduzido R$ 0,15, ou 3,88%, o valor do combustível vendido às distribuidoras. A medida vale a partir desta sexta-feira (29) e o preço médio do litro passará de R$ 3,86 para R$ 3,71, sendo a segunda redução seguida no valor da gasolina anunciada pela petroleira.

Assim que os estoques dos postos de combustíveis belenenses forem renovados, o economista Valfredo de Farias acredita que o novo valor será encontrado pelos consumidores e eles perceberão a diminuição. Para o orçamento dos motoristas, a mudança fará diferença, mesmo que cada litro fique apenas alguns centavos mais barato. O especialista acredita que quem usa muito o veículo vai perceber a redução logo de cara, especialmente quem trabalha com o carro.

É o caso do taxista Isaac Nunes, de 44 anos, que gasta R$ 120 com gasolina por dia. Ao final do mês, com a redução, ele acredita que terá uma economia de R$ 500. Mas o trabalhador reclama que só sentiria alívio se o preço ficasse abaixo de R$ 4. “Tudo aumentou muito e temos que pagar manutenções do carro e muitas outras coisas, como a alimentação. Baixou o valor, mas ainda continua pesado. Nos últimos anos o aumento foi de quase 90%, e agora a redução foi baixíssima”, opina. Para Isaac, depender do preço da gasolina é como “brincar de roleta russa”.

Queda é resultado de petróleo mais barato

O economista Valfredo de Farias explica que a queda segue o mesmo motivo das altas: o preço do petróleo no mercado internacional. Advogado do Sindicombustíveis, Pietro Gasparetto concorda que a redução da Petrobrás é um reflexo de sua política de preços, que acompanha o valor do petróleo no mercado internacional. O profissional diz que ele se estabilizou em patamar inferior para a gasolina, sendo coerente com a prática de preços da Petrobras.

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“Só não chegou maior aqui por causa do câmbio, ele está impactando em reduções maiores. A Petrobras, assim como algum tempo atrás ela demorou para repassar os aumentos, agora está demorando para repassar as reduções também. Essas duas últimas foram justamente causadas pela política de preços da Petrobras junto ao mercado internacional”, explica Valfredo.

A nova queda vai ser positiva, principalmente, para as pessoas que controlam suas contas na ponta do lápis, na opinião do economista. “Espero que nós não tenhamos outros aumentos que possam anular essas reduções, mas provavelmente não teremos, pelo menos por um curtíssimo prazo, até porque o dólar deu uma diminuída também. A médio prazo, não temos muita noção do que vai acontecer, mas, pelo que está se encaminhando, a tendência é reduzir um pouco mais o barril do petróleo e também o câmbio aqui dentro do Brasil. Então, vamos ter algumas outras reduções lá na frente”, adianta o economista.

Postos não são obrigados a baixar preço

Embora a queda seja esperada, o advogado do Sindicombustíveis, Pietro Gasparetto, afirma que não existe correlação obrigatória entre os preços da refinaria da Petrobras e os dos combustíveis nos postos, pois isso depende sempre do repasse das distribuidoras, do estoque das empresas e da decisão de cada uma.

“É fundamental lembrar que essa redução diz respeito somente à gasolina pura nas refinarias da Petrobras. Ainda há acréscimo da mistura de 27% de etanol, por previsão legal, de modo que a redução não é integral. Além disso, ela só é aplicada nas refinarias da Petrobras, sendo que existem outras refinarias privadas no país, além de importação de combustíveis”, lembra.

O combustível da refinaria é vendido para as distribuidoras, segundo o profissional, que adicionam os biocombustíveis e depois vendem aos postos. Estes atuam no último elo da cadeia, comprando combustível das distribuidoras. Portanto, dependem do preço praticado por elas para formar seu preço de venda aos consumidores. Muitos postos têm relatado, aponta ele, que mesmo após os anúncios de redução anteriores as distribuidoras não reduziram o preço de venda, ou reduziram em montante muito menor.

Economia
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