Tesouro Reserva: o que é e quanto rende a nova 'poupança 24 horas' do governo
A proposta é ampliar o acesso a aplicações de baixo risco e facilitar o planejamento financeiro dos investidores
O Governo Federal lançou nesta segunda-feira (11) o Tesouro Reserva, novo investimento de renda fixa voltado a quem deseja formar reserva financeira com segurança e liquidez imediata. A iniciativa passa a integrar a plataforma do Tesouro Direto e chega ao mercado como alternativa à poupança, aos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e também às chamadas “caixinhas” oferecidas por bancos digitais.
A proposta é ampliar o acesso a aplicações de baixo risco e facilitar o planejamento financeiro dos investidores. Com aplicação mínima de apenas R$ 1, o Tesouro Reserva foi desenhado para ser acessível a diferentes perfis de investidores, especialmente aqueles que estão começando a poupar. A rentabilidade do título é atrelada à taxa Selic, considerada a taxa básica de juros da economia brasileira.
O que é o Tesouro Reserva?
Na prática, o novo produto surge como uma opção mais competitiva em relação à caderneta de poupança, tradicionalmente utilizada pelos brasileiros, mas com retorno menor em comparação a outras modalidades de renda fixa disponíveis no mercado.
O Tesouro Reserva é um novo título de dívida pública lançado pelo governo federal dentro da plataforma do Tesouro Direto. O programa reúne papéis emitidos pelo Tesouro Nacional para captação de recursos no mercado financeiro.
Segundo o Ministério da Fazenda, a proposta foi criada com foco na formação de reserva financeira pelos investidores, priorizando características como simplicidade e previsibilidade no rendimento.
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Condições de aplicação e resgate
Uma das principais novidades do Tesouro Reserva é o valor mínimo de aplicação, fixado em apenas R$ 1, o que amplia o acesso de investidores iniciantes e facilita o ingresso no mercado de renda fixa. O título também se destaca pela liquidez. O sistema permite aplicações e resgates a qualquer hora do dia, todos os dias da semana, com possibilidade de movimentação dos recursos inclusive por meio de transferência via PIX.
Embora tenha prazo de vencimento de três anos, o investidor pode resgatar o dinheiro a qualquer momento, sem incidência de descontos por saída antecipada, o que reforça a proposta de flexibilidade do produto.
Rentabilidade e risco do Tesouro Reserva
O Tesouro Reserva terá sua rentabilidade atrelada à taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano. No entanto, o governo ainda não detalhou se o rendimento será equivalente a 100% da taxa básica de juros ou se haverá algum percentual aplicado sobre esse índice.
Por se tratar de um título público de renda fixa emitido pelo governo federal, o investimento é considerado de baixo risco. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o objetivo do produto é atender investidores que buscam “rentabilidade com segurança”.
Onde e como investir?
Neste primeiro momento, o Tesouro Reserva está disponível para clientes do Banco do Brasil, instituição que participou do desenvolvimento do produto em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional. De acordo com o Ministério da Fazenda, a ampliação da oferta para outras instituições financeiras dependerá da adesão e da implementação por parte de cada banco.
O processo de investimento segue o padrão do Tesouro Direto. No caso do Banco do Brasil, o cliente deve acessar a área de investimentos no aplicativo, selecionar o Tesouro Reserva, informar o valor desejado e confirmar a aplicação.
Nos demais bancos, a expectativa é que o procedimento siga a mesma lógica após a disponibilização do título em suas plataformas digitais.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Mirelly Pires, editora web de OLiberal.com)
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