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Investimentos do BNDES no Pará saltam para R$ 17 bilhões e triplicam média anual,diz Tereza Campello

Aportes cresceram em setores como indústria, comércio e infraestrutura, além da retomada de crédito a governos

Gabriel da Mota e Jéssica Nascimento

Os investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Pará avançaram de R$ 6,7 bilhões para R$ 17 bilhões nos últimos anos, o que representa um crescimento de duas vezes e meia no volume total e o triplo na média anual. Os dados foram destacados pela diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, em entrevista ao Grupo Liberal.

Crescimento puxado por setores estratégicos

Segundo Campello, o avanço dos financiamentos acompanha o crescimento da economia paraense e reforça o papel do banco como parceiro do estado.

“Se a gente fizer a média anual, a gente vê que esse aumento foi ainda maior: foi três vezes maior”, afirmou.

Entre os setores, a indústria apresentou um dos maiores desempenhos, com crescimento de três vezes nos investimentos. “É o setor que acaba puxando muito a economia e que mais gera emprego de qualidade”, destacou. 

Na agropecuária, os aportes dobraram em relação ao período anterior, passando de R$ 1,5 bilhão. Já o segmento de comércio e serviços registrou a maior expansão proporcional, com aumento de seis vezes — de R$ 800 milhões para R$ 4,6 bilhões — com foco em micro, pequenas e médias empresas.

A infraestrutura também recebeu reforço significativo, mais que dobrando os investimentos, de R$ 4,2 bilhões para R$ 8,8 bilhões.

“A gente precisa ter toda a infraestrutura do estado preparada para dar suporte a esse crescimento”, disse.

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Retomada de crédito e foco social

Outro destaque foi a retomada do financiamento direto ao setor público. De acordo com Campello, o volume destinado ao governo estadual e prefeituras saiu de zero, no período anterior, para R$ 1,6 bilhão.

“É um salto que nem dá para dizer percentualmente quanto, porque de zero para 1,6 bilhão é um crescimento infinito”, afirmou.

A diretora ressaltou ainda que os investimentos não se limitaram a projetos ligados à COP, mas priorizaram áreas vulneráveis, especialmente em Belém. “Eles aconteceram em territórios vulneráveis da cidade, em áreas sujeitas a alagamento, levando benefícios para mais de meio milhão de habitantes”, concluiu.