Belém tem alta de 17,62% no aluguel em 2025 e registra o metro quadrado mais caro do Brasil
No cenário nacional, os novos contratos de aluguel residencial ficaram, em média, 9,44% mais caros em 2025.
O preço do aluguel residencial em Belém subiu 17,62% em 2025, segundo dados do Índice FipeZAP divulgados nesta quinta-feira (15). Além de figurar entre as maiores altas do país, a capital paraense lidera o ranking de metro quadrado mais caro entre as capitais brasileiras monitoradas, com valor médio de R$ 63,69/m².
No cenário nacional, os novos contratos de aluguel residencial ficaram, em média, 9,44% mais caros em 2025. O índice desacelerou em relação a 2024, quando a alta foi de 13,50%, mas ainda superou com folga a inflação oficial do país. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 4,26%, o que resulta em um aumento real de 4,97% nos aluguéis, já descontada a inflação.
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O Índice FipeZAP acompanha o preço médio de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, com base em anúncios publicados na internet. Em 2025, apenas dois municípios apresentaram queda no valor médio do aluguel: Campo Grande (MS), com recuo de 4,36%, e São José (SC), com redução de 3,10%.
Alta nas cidades
Entre as capitais monitoradas, Teresina (PI) registrou a maior variação anual, com alta de 21,81%, seguida por Belém (17,62%), Aracaju (16,73%) e Vitória (15,46%). Com esse desempenho, a capital piauiense lidera o ranking geral de aumento percentual no ano.
No conjunto das 36 cidades analisadas, diversas localidades apresentaram elevações acima da inflação, incluindo Campinas (19,92%), Pelotas (18,81%), Niterói (16,27%) e João Pessoa (15,31%). Capitais como Rio de Janeiro (10,87%), Curitiba (10,98%) e São Paulo (7,98%) também registraram aumento real no período.
Preço do aluguel
O valor médio do aluguel nas 36 cidades monitoradas foi de R$ 50,98 por metro quadrado em dezembro de 2025. Com base nesse patamar, o custo médio de um apartamento de 50 metros quadrados ficou em R$ 2.549, o que representa um acréscimo de R$ 143 em relação ao valor médio registrado no ano anterior, de R$ 2.406.
Barueri (SP) aparece como a cidade com o aluguel mais caro do levantamento, com preço médio de R$ 70,35/m². Nesse patamar, um imóvel de 50 metros quadrados no município custa cerca de R$ 3.517,50 por mês.
Quando consideradas apenas as capitais, Belém lidera o ranking de preço do metro quadrado, seguida por São Paulo, com R$ 62,56/m², e Recife, com R$ 60,89/m². No recorte geral das 36 cidades, a capital paraense ocupa a segunda posição, atrás apenas de Barueri.
Na outra ponta, Pelotas (RS) registra o metro quadrado mais barato do levantamento, com valor médio de R$ 22,42.
Cidades com aumento real (acima da inflação)
Entre os municípios que apresentaram alta acima do IPCA em 2025 estão Teresina, Campinas, Pelotas, Belém, Aracaju, Niterói, Vitória, São José do Rio Preto, João Pessoa, Cuiabá, Barueri, Belo Horizonte, Santos, Fortaleza, Salvador, Maceió, Ribeirão Preto, Joinville, São Luís, Curitiba, Rio de Janeiro, Natal, Recife, Praia Grande, Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Santo André, São José dos Campos, São Bernardo do Campo, Guarulhos, Brasília e Goiânia.
Os dados reforçam a tendência de valorização dos aluguéis residenciais no país ao longo de 2025, com variações significativas entre as cidades e maior pressão de preços em capitais do Norte e Nordeste.
*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Hamilton Braga, coordenador do núcleo de Política e Economia
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