Telas em Movimento: nova edição aborda as narrativas climáticas através do olhar infanto-juvenil

A sexta edição do projeto "Telas em Movimento", que estreou neste mês de março, traz como temática os Frutos da Amazônia

O Liberal
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A Amazônia, um dos tesouros naturais mais preciosos do mundo, é o foco do projeto de cinema "Telas em Movimento" que este ano traz a temática "Frutos da Amazônia". A iniciativa permite que o público mergulhe em uma jornada visual e emocionante, destacando a riqueza e a diversidade da região.

A edição, que estreou na última semana, traz duas frentes temáticas: infância e clima, que mostram a urgência em adotar medidas concretas para mitigar os efeitos negativos do aquecimento global, preservando o meio ambiente para as gerações futuras. De acordo com o último Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), as crianças que vivem na América do Sul irão enfrentar, cada vez mais, a escassez ou acesso restrito à água.

Ainda segundo o relatório, os jovens e adolescentes de hoje serão ainda mais impactados pelos efeitos da crise climática no futuro, que podem ser desde o aumento de doenças respiratórias, desnutrição e fome a deslocamentos forçados, questões de saúde mental e rompimento de vínculos familiares.

Ao trazer para os debates os jovens - gerações Y e Z -, a conversa mostra a preocupação crescente dessa parcela da população com as questões ambientais. Muitos deles, inclusive, estão abandonando as formas tradicionais de participação social, como sindicatos e grêmios estudantis, para engajar-se em Organizações Não Governamentais (ONGs) voltadas para a preservação do meio ambiente. As novas gerações buscam, cada vez mais, projetos nas comunidades tradicionais, como os coletivos de estudantes quilombolas, indígenas e do campo, que buscam melhorias em áreas como educação, saúde e meio ambiente.

Para expandir os debates sobre a infância e a juventude e sustentabilidade, o projeto Telas em Movimento, em colaboração com comunidades, utiliza o cinema como meio de compartilhar reivindicações e facilitar discussões. Nesta edição, as oficinas serão realizadas em cinco territórios específicos, que são: os municípios de Bragança e Bujaru, região nordeste do Pará; bairro do Jurunas, na capital paraense; Ilha de Caratateua, distrito de Outeiro, e Salvaterra, na ilha do Marajó.

O objetivo é servir como ponte para explorar a diversidade cultural amazônida e promover diálogos significativos sobre questões relacionadas à juventude e sustentabilidade nessas localidades.

A importância da arrecadação de resíduos: contribuindo para um futuro sustentável

Em paralelo com as oficinas e ações que marcam esta edição, o projeto reconhece a importância de cuidar do planeta e agir de forma responsável em relação aos resíduos gerados. 

Com isto, será lançada uma iniciativa de arrecadação de resíduos, envolvendo todos os participantes, colaboradores e espectadores do "Telas em Movimento". Durante todo o ano, será trabalhado o engajamento na coleta seletiva, reciclagem e redução do desperdício, demonstrando o compromisso com a sustentabilidade em todas as etapas do projeto.

A ação vai além de simplesmente recolher resíduos. É um chamado para a conscientização e a mudança de comportamento em relação ao descarte de materiais, incentivando práticas sustentáveis que impactam positivamente o meio ambiente e as comunidades locais. 

Entenda o projeto

O Telas em Movimento é um projeto de democratização do acesso ao cinema nas periferias e comunidades tradicionais desde 2019 de forma itinerante. O projeto promove palestras, oficinas, cine-debates e mostras com direito a premiações. As edições são construídas coletivamente com a participação de caciques, lideranças comunitárias, organizações sociais, comunicadores populares e produtoras independentes em diversas localidades da Amazônia Legal. O projeto estimula, ainda, uma nova dinâmica de criação, percepção e distribuição das narrativas amazônicas.

Em 2022, o projeto chegou ao Estado do Maranhão, que faz parte da Amazônia legal, mais precisamente na localidade de Mojó. Em todas as comunidades o mercado local ficou aquecido por conta da procura tanto de profissionais, quanto de serviços. O projeto já gerou mais de 200 empregos diretos e indiretos e mais de 200 alunos, movimentando tanto a cultura quanto a economia.

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