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Projeto Bem Querer Marajó apresenta mostra fotográfica na capital paraense

As imagens foram captadas por 45 fotógrafos de várias partes do país com curadoria de João Roberto Ripper

Alexandra Cavalcanti - Especial para O Liberal

A parceria entre o fotógrafo João Roberto Ripper e o StudioDezBelém, com o objetivo de dar voz e visibilidade às comunidades quilombolas da Região de Salvaterra, deu origem ao Projeto Bem Querer Marajó. A ideia é através de registros fotográficos captar as belezas, as rotinas, as necessidades e as aspirações das pessoas que vivem nesses locais.

Veja as fotos abaixo:

Fotos

O trabalho, iniciado no ano passado, contou com a participação de 45 fotógrafos de várias cidades do Brasil e resultou em uma mostra apresentada durante os Jogos Quilombolas na Comunidade Quilombola de Paixão, no Marajó. Em Belém, a mostra será aberta nesta quinta-feira (25), no StudioDezBelém. As obras podem ser adquiridas e tudo o que for arrecadado será repassado às 15 comunidades trabalhadas.

O fotógrafo Valério Silveira, do StudioDezBelém, conta que o embrião do projeto nasceu há alguns anos quando participou de um curso. “Em 2013, fiz uma oficina com o fotógrafo João Ripper aqui em Belém, então quis trazer o mesmo desenho de vivência especificamente para as comunidades quilombolas de Salvaterra, no Marajó”, conta ele, que coordena e organiza o Bem Querer Marajó, juntamente com o sócio, Jorge Teixeira.

Ele explica que o projeto foi concebido para ser trabalhado em três etapas distintas. “A primeira de desenvolvimento iniciou no ano passado”, lembra. Nele, os participantes integraram encontros mensais quando foram apresentados, discutidos e avaliados conceitos técnicos, éticos e operacionais do projeto. Nesta etapa, o StudioDezBelém realizou prospecções na região gerando mapeamento e contatos com os representantes das comunidades quilombolas locais.

“Os participantes do projeto desenvolveram junto às comunidades pesquisas específicas, estudando as situações em que cada comunidade vive, suas necessidades e suas aspirações, o que fomentou um contexto prévio a ser trabalhado nas imagens produzidas durante a segunda etapa, a imersão fotográfica a Ilha do Marajó”, detalha.

Essa etapa ocorreu em setembro deste ano, quando os fotógrafos participantes foram divididos em três grupos de viagens que ocorreram nas primeiras três semanas. Já na Ilha do Marajó cada grupo foi subdividido para que pudessem abordar o maior número de pessoas possíveis. “A proximidade com as comunidades e seus costumes foi um dos nossos objetivos principais, portanto os fotógrafos pernoitaram algumas noites nas comunidades trabalhadas”, conta.

Com as imagens captadas, a edição foi feita em conjunto com as comunidades e suas lideranças. “Tudo aquilo que não estava conforme a ótica da comunidade foi descartado. As comunidades ficaram com cópia digital de todo o trabalho produzido e aprovado por elas. Antes do retorno a Belém houve um encontro geral com todos os participantes para avaliação conjunta de todo o trabalho”, diz.

Também nesse encontro foram selecionadas imagens, que foram impressas em impressora portátil no tamanho de 15 x 10 cm e entregues às comunidades.

A curadoria do trabalho foi feita por João Ripper, fotógrafo documental e fotojornalista reconhecido por entidades como a Organização Internacional do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho, parceiro de diversas organizações na luta pelos direitos humanos e ambientais.]

“Trouxemos ele que é um fotógrafo humanista e trabalha com questões rurais, questões do campo e de favelas. Em 2019, ele sofreu um acidente e precisou fazer uma cirurgia, e muita gente no país inteiro se mobilizou para ajudá-lo, inclusive nós do Studiodez. Fizemos uma mostra somente com as obras do Ripper a fim de comercializar e toda a renda foi revertida para a cirurgia dele e foi um sucesso. Depois disso, ele disse que queria fazer um trabalho conosco, e aí foi que sugerimos o Bem querer Marajó, e ele aceitou”, comenta.

Para Ripper, o fotógrafo deve ser o elo de bem querer entre o fotografado e quem lê a imagem e seu trabalho traduz essa vontade. Por isso, suas fotografias retratam injustiças, mas mantendo a dignidade dos fotografados.

Agende-se:

Mostra fotográfica do Projeto Bem Querer Marajó
Abertura: quinta-feira, 25/11, às 20h
Visitação pública: a partir de 26/11, de 15h às 20h, de terça à sexta-feira
Local: StudioDezBelém, na Tv. Rui Barbosa, 543

Cultura
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