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Poéticas amazônicas singram em 'Bioma', novo livro de Renato Gusmão

Escritor lança seu sétimo livro nesta sexta (20), às 18h30 na Casa da Linguagem, no centro de Belém

Eduardo Rocha
fonte

Entre os seres vivos que habitam a Amazônia, ou seja, existem alguns muito especiais e se apresentam imprescindíveis. São os poetas. Eles conseguem transcender o ambiente amazônico meramente geográfico para fazer emergir, em linguagem, como lugar de criação, novos olhares e saberes em sucessão,  a partir de um diálogo profundo entre a literatura e a arte de viver. Um desses seres é o poeta paraense Renato Gusmão que lança nesta sexta-feira (20), a partir das 18h30, seu livro “Bioma”, pela Mezanino Editorial. O lançamento ocorrerá na Casa da Linguagem, na avenida Nazaré, 31, no centro de Belém.

O livro é lançado sob a tutela da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) - Ministério da Cultura / Governo Federal do Brasil / Fundação Cultural do Pará / Secretaria de Estado de Cultura do Pará / Governo do Estado do Pará.  E o lançamento de “Bioma” será em alto estilo. Vai reunir em uma roda de conversa Rosângela Darwich, Edyr Augusto Proença e Elaine Oliveira. Além desse momento, o público terá acesso à leitura de poemas com Janete Borges, Galvanda Galvão, Ana Meireles, Apolo de Caratateua e Edvandro Pessoato.

“São infindas as imagens metafóricas que nossa região nos remete. As palavras que compõem os versos nos mostram os sons e as imagens naturais. ‘Bioma’ aborda todas as verdades da amazônia, sobretudo, suas diversidades. As ordens e caos das urbes”.

Os versos de Renato traduzem a troca necessária entre seres que coabitam um bioma, um sistema, um espaço delimitado no tempo e espaço, para a manutenção individual e coletiva, tal como acontece com a literatura, em especial, a poesia. Em “Bioma”, Renato capta nuances dessa inter relação entre os seres da floresta chamada poesia, entendida como um ecossistema com diversidade e complexidade próprias, semelhante a um bioma da natureza.

O intenso diálogo entre o poeta e o compositor Renato Gusmão está presente em todo o livro, ou seja, ele é o menestrel que conduz os leitores por entre as matas e águas da poesia. Então, nas 53 páginas de “Bioma”, Renato Gusmão expõe muito de seu olhar sobre a região e confirma seu fazer poético a partir do local do mundo em que vive. Ele diz que o livro veio com a ideia de enfatizar “essa região rica de tudo” e foi confeccionado entre 2023 e 2025.

“Por sua grandeza que envolve o ecossistema socioambiental, precisamos estar atentos quanto à preservação da maior e mais rica floresta do planeta. Meus versos apontam para essa direção”, destaca o autor.

No livro, o público confere versos como em “Fundo da Floresta”: “atravessar o chão / comer a floresta / ter sede / beber as matas / os rios / igarapés / animais e pedras / invasões contínuas / selvas invadidas / no meio do mundo / no passeio público / pele e osso / atravessa estômago / da fome / no fundo do mundo / a solidão”.

Menino

Na capa do livro “Bioma”, está a foto de um menino caminhando numa beira de rio, em plena Amazônia. Renato Gusmão identifica-se com esse ser que caminha no território. “Depois de ver várias fotos e artes que poderiam ser a capa do livro, o editor expôs a última opção e a foto que escolhi foi essa,  sem eu saber nada, nem o autor da foto, Jorge Ramos. Foi pura emoção. O local é Monsarás, um vilarejo marajoara, onde meu avô criou meu pai. Foi surpreendente, muito emocionante”, conta o poeta.

Renato vive a poesia a cada momento. Ele próprio diz como se relaciona com a arte de escrever poemas. “Escrever é minha sobrevivência. Eu vivo para escrever poemas. É inexplicável, veem naturalmente. Porém, antes de tudo, ler é fundamental”. Nessa trajetória, “Bioma” é o sétimo livro de Renato, um autor com décadas de produção literária. Ele não contabiliza o tempo exato que tem como escritor, “porém, exerço esse prazeroso vício, desde menino”. Uma outra face de Gusmão são as letras como compositor na cena musical de Belém. Ele também atua como produtor cultural. 

Renato tem bem claro o que significa ser um poeta na Amazônia. “É saber respirar o ar dessa imensidão de floresta e mergulhar em todos os lugares onde haja poesia e amor! Ser poeta é ter orgulho de ser um amazônida!”, enfatiza. 

Serviço:

Lançamento do livro ‘Bioma’, de Renato Gusmão

Em 20 de março de 2026, às 18h30, 

Na Casa da Linguagem, av. Nazaré, 31, 

em Belém (PA)

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Cultura
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