Obras projetadas por sobreviventes do Holocausto foram destruídas em ataque terrorista em Brasília

'É tristemente simbólico', diz coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba e também neto de sobreviventes do Holocausto

Emanuele Corrêa
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Entre as obras de artes destruídas pelos terroristas no último domingo (8), está o quadro "As Mulatas", do artista Di Cavalcanti. Outras peças igualmente importante por sua história, à exemplo das cadeiras do Supremo Tribunal Federal (STF) e a escultura que ficava no Palácio do Planalto, que foram desenvolvidas por sobreviventes do Holocausto, também foram depredadas. As informações são do G1 Paraná.

As cadeiras utilizadas pelos ministros foram desenhadas pelo arquiteto e designer que nasceu em Varsóvia, na Polônia, Jorge Zalszupin. Ele é judeu, sobreviveu do Holocausto. Fugiu para a Romênia, onde estudou arquitetura e logo após a guerra veio para o Brasil. Ele ficou conhecido como um dos maiores ícones do design e representante do modernismo brasileiro. Jorge faleceu em 2020, aos 98 anos.

 Em sua conta nas redes sociais, Verônica Zalszupin, filha do arquiteto, relembrou os momentos vividos por Zalszupin durante o Nazismo e que as poltronas representavam o país que o recebeu. "Era um país que acolheu ele como imigrante com amor", disse.

Já a escultura estimada em R$ 300 mil reais teve os "galhos" de sua estrutura arrancados. Ela foi feita pelo polonês Frans Krajcberg.

Os pesquisadores do Museu do Holocausto em Curitiba trouxeram as informações, ontem (9). O Museu do Holocausto informou que, em 1948, o artista chegou no Brasil para reconstruir a vida, após assassinarem a família toda no campo de concentração. Ele faleceu em 15 de novembro de 2017, aos 96 anos, na cidade do Rio de Janeiro.

"Ao ver obras de sobreviventes do Holocausto completamente avariadas por um atentado terrorista de ideais fascistas, sinto mais do que desgosto. É tristemente simbólico, já que não se tratam apenas de danos materiais", disse Carlos Reiss, coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba e também neto de sobreviventes do Holocausto. 

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