Grammy Latino premia nesta quinta, 19, os destaques do ano

Na 'Première' serão anunciados os ganhadores da maioria das categorias, incluindo as destinadas à música brasileira

Agência Estado

A música feita pela América Latina terá nesta quinta, 19, sua maior festa e seu termômetro mais importante depois de uma longa temporada de isolamento social. A partir das 17h, o 21.º Grammy Latino vai dar início à premiação com uma parte chamada este ano de Première, na qual serão anunciados os ganhadores da maioria das categorias, incluindo as destinadas à música brasileira. A transmissão oficial será pelo Facebook Live.

A parte da cerimônia dedicada ao público brasileiro começa às 19h (horário de Brasília) e terá a apresentação da modelo brasileira Laís Ribeiro. Shows como o dos brasileiros Emicida com Marcos Valle e a banda Melim estão previstos para ser exibidos também nesse momento.

A cerimônia principal começa às 21h (horário no Brasil). Ela não será televisionada, mas o site da premiação atualizará as novidades. Anitta fará um número a partir dos Arcos da Lapa, no Rio, e o colombiano Juanes vai prestar uma homenagem a Roberto Carlos.

Outro destaque será a apresentação de uma banda formada por profissionais que atuam no combate à covid-19, formada por médicos, militares e bombeiros de Miami, que vai acompanhar o rapper cubano Pitbull. Haverá shows ainda de Ricky Martin e Alex Cuba (de Miami), Fito Páez e Nathy Peluso (de Buenos Aires); José Luis Perales de Madri; e Bad Bunny (de San Juan/Porto Rico).

Entre os astros do mundo pop e do reggaeton mais indicados, aparecem os colombianos J Balvin, Juanes e Carlos Vives, os porto-riquenhos Bad Bunny e Ricky Martin e os espanhóis Alejandro Sanz e Rosalía. A cubana Omara Portuondo, aos 90 anos, concorre com o álbum Mariposas, gravado e lançado durante a pandemia.

Os brasileiros vêm em categorias especiais para a língua portuguesa. Na categoria Melhor Canção aparecem Emicida com o sample de Sujeito de Sorte - Belchior, do álbum AmarElo, e Elza Soares e BaianaSystem com Virgínia Rodrigues por Libertação, de Russo Passapusso.

Outros brasileiros indicados são Anitta, As Bahias e a Cozinha Mineira - chamada agora As Baías - Marcelo Jeneci, Céu, Emicida, Letrux, Maria Bethânia, Zeca Pagodinho, Ney Matogrosso, Rapadura, Suricato e Anavitória. Ao todo, eles foram selecionados entre as mais de 18 mil inscrições feitas para 53 categorias.

Marcos Valle, que fará um show com Emicida e que já esteve indicado para o Grammy em outras ocasiões, estranha as categorias próprias à música brasileira. "Não deveria acontecer, fica estranho que em um momento em que o ideal seria estarem todos juntos haja separações. Mas também entendo que pode ser uma questão cultural e bilateral. A entrada de outros artistas latinos no Brasil se dá mesmo como exceção."

O Grammy traz outra constatação. Em seus 21 anos de premiação, as vitórias de nomes não brasileiros nas categorias economicamente mais poderosas, como Melhor Artista Pop e Álbum do Ano, provam uma fragilidade do Brasil na construção de ídolos pop latino-americanos.

Se os países vizinhos têm um histórico de potências de massa como Juanes, J Balvin, Shakira, Jennifer Lopez, Christina Aguilera, Ricky Martin, Luis Fonsi, Luis Miguel, Enrique Iglesias e o milionário espanhol Alejandro Sanz, as experiências brasileiras com vida pop fora de suas delimitações são raras.

"Eu já estive em um Grammy para ser homenageado pela obra e senti que somos uma cultura à parte", diz Ney Matogrosso, que concorre este ano a Melhor Álbum de Música Popular Brasileira por seu disco Bloco na Rua.

Música
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