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Gaby Amarantos manda para longe as relações tóxicas em single/clipe 'Tchau'

Segundo lançamento d próximo disco marca mais inda a parceria com Jaloo

Lucas Costa

Usando o recurso do humor para falar de tema sério, Gaby Amarantos desta vez joga luz à discussão sobre relações tóxicas em seu single mais recente, “Tchau”. A faixa lançada no último dia 25 de fevereiro é uma parceria com Jaloo, e a letra conta uma história que começa numa noite de sexo e acaba numa situação de dependência e co-dependência. 

“A vibe estava rolando legal / até que descobri que era tudo farsa / A tua falsidade derrubou todas as tuas máscaras / Por que é que eu gosto de vocé? / Por que dependo tanto de você? ‘Por que é que eu deixo você me calar? Se aproveitar de mim pra me enganar”, diz um trecho da letra, composta por Gaby em parceria com Lucas Gouvêa, Arthur Espíndola e Jaloo. 

A artista diz que a ideia com o single é trazer para a discussão as relações abusivas, não apenas as afetivas, e também encorajar as pessoas a saírem destas situações. “É importante a gente conseguir arrancar essa toxidade da nossa vida. E ela pode aparecer numa amizade, na família, no trabalho, num político em quem votamos e não está nos representando, num time de futebol ou outras formas de dependência”, explica Gaby.

Além de convidado para dividir os vocais e o estrelato do videoclipe, Jaloo também assina a produção de “Tchau”. “Convidei o Jaloo, com quem já tinha feito Q.S.A., para cantar alguma das minhas músicas novas comigo e ele fez questão que fosse essa. E eu adorei, pois ele também traz muito no trabalho dele essa ideia de a gente se livrar de toxicidades. Tenho certeza que o público vai se identificar muito”, completou.

O videoclipe tem direção de João Monteiro, que também assinou a direção de “Vênus em Escorpião”. No vídeo, Jaloo e Gaby formam uma dupla que protagoniza a “adaptação” da música, com figurinos extravagantes sob o styling de Nê Bardac.

A parceria de Gaby com Jaloo não é nova. Os dois, inclusive, são atualmente grandes representantes da música paraense de alcance nacional. Os dois cantaram juntos a faixa “Q.S.A” no último disco de Jaloo, e agora a parceria estende-se ainda mais, já que o artista é quem produz atualmente o próximo disco de Gaby.

Desde o primeiro single do que pode ser considerado uma marcador de início da nova era, Jaloo permeia bastante da produção de Gaby. No videoclipe de “Vênus em Escorpião”, onde a cantora divide os vocais com Ney Matogrosso e Urias, Jaloo também é uma das estrelas do videoclipe que já bateu 1 milhão de visualizações no YouTube desde o lançamento.

Falando da relação entre os dois, dias antes do lançamento de “Tchau”, Gaby fez um post em suas redes sociais onde relembrou sua trajetória com Jaloo, e disse que a jornada dos dois juntos está apenas no início.

“Eu conheci Jaloo em Belém numa conversa pra ajudar no TCC dele e vi um menino tímido que mal conseguia falar, mas deu pra ver que tinha algo especial ali. Meses depois fiz um show num festival de música e soube que naquela noite teria uma apresentação de um artista novo muito interessante, que fazia performances onde produzia as próprias músicas ao vivo, e adivinhem quem era? Corta para Jaloo já morando em SP e gravando seus clipes, fazendo e acontecendo com propriedade e inovação (amo essas palavras). Quando ele me chamou pra cantar ‘Chuva’, música que ambos gravamos num show dele com Mc Tha em homenagem ao saudoso Miranda, eu vi que os fãs do Jaloo eram uma espécie de esfera de amor e que eles são uma família linda de gente que ama conceito e ali pensei: quero fazer mais coisas com esse rapaz, ele me entende e tem uma sensibilidade absurda”, escreveu Gaby para o amigo.

Com a cara do Pará

Além de viver a fase do lançamento de “Tchau”, Gaby também é convidada do novo episódio do podcast “Celeste”, da revista Select, onde fala sobre a origem das aparelhagens no Pará.

O episódio remonta a história do movimento que inicia nos anos 50, quando um morador de Belém construiu um pequeno console de madeira para acomodar equipamentos sonoros. O aparato não só se modernizou, como se multiplicou pelos bairros da cidade e outras regiões do Pará, transformando-se em um fenômeno da cultura local, com suas estruturas tecnológicas que parecem verdadeiras naves espaciais.

Quem narra esse acontecimento é a cantora Gaby Amarantos, que cresceu no bairro do Jurunas, em Belém, frequentando as festas desde pequena e, mais tarde, compondo músicas para as aparelhagens à frente da banda Tecno Show. O episódio traz ainda o depoimento do DJ Gilmar Santos, da aparelhagem Rubi; e Dinho, do Tupinambá Treme Terra; além de uma conversa com Marcos Maderito, do grupo musical Gang do Eletro/ e com o artista carioca Thales Leite, que registrou as naves entre 2010 e 2012 para o livro Área 91.

Música
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