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Timbalada e Olodum levam a força dos tambores baianos para o Circuito Mangueirão

Bloco Levaê promete uma imersão na cultura afro-brasileira com os maiores hinos da música baiana

Bruna Dias Merabet

Para fechar a agenda do pré-Carnaval em Belém, o bloco Levaê 2026 ocorre neste sábado (07), com Timbalada, Olodum, Sheila Mello e Pirô. O evento, que ocorre no Circuito Mangueirão, inicia às 17h e proporciona as melhores experiências dos grandes carnavais baianos, com a certeza de “dar a volta no trio elétrico”.

Timbalada e Olodum são pilares do Carnaval de Salvador e da música brasileira, com uma história que representa a força da percussão baiana, a resistência cultural e a ancestralidade africana. Os grupos construíram identidade ocupando espaços de Salvador; o Pelourinho e o Candeal são alguns desses territórios fundamentais à consagração do Olodum e da Timbalada, respectivamente, funcionando como berços culturais, sociais e musicais que moldaram o Carnaval da Bahia.

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“Belém tem uma energia muito própria, muito intensa. É um calor diferente, que vem do povo, da forma como eles recebem a gente. O Pelourinho e o Candeal são o nosso berço, têm uma vibração ancestral, espiritual, mas Belém responde com uma entrega linda, apaixonada, que canta junto, que dança, que vibra do início ao fim. É como se a Timbalada encontrasse um espelho lá: a mesma força, só que com sotaque paraense”, pontua Denny Denan, da Timbalada.

Com a percussão e o tambor afinados para a festa, Timbalada e Olodum usam os instrumentos não apenas para a música, mas como ferramentas de resistência, identidade e ancestralidade.

“O Olodum sempre acreditou que o tambor é uma linguagem universal. Quando a gente chega em Belém, sente imediatamente essa conexão, porque o Carimbó, os blocos de rua e a percussão paraense também nascem da rua, do corpo e da ancestralidade, assim como o Olodum. É como se os tambores conversassem entre si. O público daqui entende o ritmo no corpo, vibra junto, responde ao chamado do tambor. E, além disso, Belém tem um carinho muito verdadeiro pela música baiana, então essa troca vira uma celebração coletiva de respeito e reconhecimento mútuo”, explica Lucas Di Fiori, do Olodum.


Além da música, a presença de palco aliada à pintura corporal e às cores das vestimentas comunica a celebração das raízes afro-brasileiras, servindo como uma expressão de identidade e celebração.

“A gente sempre pensa o corpo como uma extensão da música. Em sua maioria, são símbolos que representam resistência, natureza e espiritualidade, tudo isso conectado com a identidade timbaleira”, diz Buja Ferreira, da Timbalada.

“A ancestralidade do Olodum não é só estética, ela é mensagem, é posicionamento. No show, isso se traduz nos ritmos, nas cores, nas letras e, principalmente, na energia que levamos ao palco. Belém também carrega uma identidade ancestral fortíssima — indígena, africana e amazônica —, então existe um espelhamento muito bonito. O público não apenas assiste, ele se reconhece. É um encontro de histórias que se respeitam e se fortalecem”, acrescenta Lucas Di Fiori.

Unindo tradição e modernidade, o bloco Levaê leva toda essa representatividade para os amantes de micaretas. Os hits das bandas também não ficam de fora da festa. O Olodum chega com os maiores sucessos e uma trajetória repleta de hinos que transcendem gerações e fronteiras, como "Faraó (Divindade do Egito)" e "Requebra", além de clássicos como "Vem Meu Amor", "Rosa", "Alegria Geral", "Ierê" e "Manifesto do Olodum".

“Um encontro como esse merece algo especial, e claro que pensamos nisso com muito carinho. A Timbalada, com suas lindas canções e suas excelentes convenções, irá fazer, como sempre, um show tribal, visceral e de muita pulsação; já nós, do Olodum, viremos com a cadência do samba-reggae e os clássicos que ganharam o mundo ao longo desses 46 anos, respeitando a grandeza do Mangueirão e a força simbólica desse encontro. O público pode esperar surpresas que valorizam o tambor, a coletividade e a emoção. Vida longa à percussão afro-brasileira!”, finaliza Lucas Di Fiori.


A Timbalada, que se apresenta no trio, chega com a sonoridade característica do timbau e um repertório repleto de clássicos que são indispensáveis no Carnaval, como: "Beija-Flor", "Margarida Perfumada", "Zorra", "Água Mineral", "Ashansú" e "Minha História".

“O Levaê merece um repertório à altura da sua história. Preparamos uma mistura potente: clássicos que marcaram a trajetória da Timbalada, músicas que o público paraense canta em coro e algumas surpresas com arranjos especiais, mais percussivos, mais quentes. A ideia é fazer um show que respeite a tradição do bloco, mas que também traga a Timbalada de hoje: viva, pulsante”, antecipa Buja Ferreira.

Essa conexão entre as bandas, aliada à sintonia, promete um bloco único com o axé como trilha sonora.

“(O Olodum e a Timbalada) são duas potências que ajudaram a redefinir a percussão brasileira e a forma como o mundo enxerga a música afro-baiana. São duas grandes escolas de percussão, mas com metodologias e células rítmicas diferentes: o Olodum com o samba-reggae de Neguinho do Samba e a Timbalada com os timbais e bacurinhas de Carlinhos Brown. Belém pode esperar um verdadeiro diálogo de tambores, de energia, de força rítmica. Não é disputa, é soma, e juntos somos a TimbaOlodumLada”, explica Lucas Di Fiori.

Agende-se

Data: sábado, 07
Hora: 17h
Local: estádio Mangueirão