Grupo Palha retrata história de crianças que deixam o interior para trabalhar na capital

Espetáculo "Tortura que ela atura: de criança a mulher" terá exibição gratuita em vários bairros de Belém

Redação Integrada

O grupo de Teatro Palha abre uma longa temporada neste mês de junho com o espetáculo "Tortura que ela atura: de criança a mulher" em sete espaços do centro e da periferia de Belém, com entrada gratuita. As apresentações começam no Teatro Waldemar Henrique (Avenida Presidente Vargas), hoje e nos dias 12 e 13, às 20h.

Na sequência, a peça será levada para as Escolas Estaduais Cidade de Emaús e Maria Luiza da Costa Rego, Movimento República de Emaús e Espaço Cultural Totó e Cia., todos no bairro do Benguí, além da Associação de Moradores de Terras de Marinha, no Jurunas.

Esse trabalho foi construído em seis meses entre pesquisa e construção da peça, que tem como mote a violência contra criança e adolescentes que saem do interior em direção à cidade em busca de sonho de uma vida com mais oportunidades. A dramaturgia, preparação de atores e encenação é de Paulo Santana, que explica que o grupo de Teatro Palha se uniu com técnicos especialistas no tema.

Diante dessa realidade, o grupo resolveu usar o teatro do oprimido, que significa dar espaço para quem não tem poder de fala, e retratar uma prática violenta e ainda muito comum na região. "O que nós percebemos com a pesquisa, ouvindo os relatos, é que essa cultura ainda é muito forte na capital. E o maior problema é que é uma prática velada", afirma Paulo Santana.

O espetáculo conta a história de Honorata, uma personagem real, que nesta ficção terá sua história contada desde a infância até a fase adulta. A personagem tece o seu corpo de bruxa de pano, enquanto relata sua vida de amargura e tristeza e, de total falta de conhecimento dos bons tratos de uma vida adulta de mulher e de um grande amor inexistente, vividos entre o seu lugar de origem e sua vinda para a cidade grande.  

“O teatro tem em sua base cênica, tendência a interpretar os anseios e questionar através de uma atmosfera, onde a arte imita a vida, as problemáticas que levam a analisar um determinado contexto político, social e cultural, e neste sentido o Grupo de Teatro Palha pretende colaborar para a minimização de problemas que afetam a sociedade em suas mais diversas áreas, dentre elas a violência contra a mulher", afirma o dramaturgo.

"Com apresentações gratuitas o projeto pretende ampliar e democratizar o acesso de bens culturais, além de oportunizar uma reflexão da concretização dos direitos humanos de todos os cidadãos, em busca da igualdade de gênero e do empoderamento feminino”, completa.

Quem interpreta Honorata adulta é a atriz Abigail Alves, que há 49 anos trabalha junto ao grupo, tendo como parceira a jovem atriz Marcione Pará, que vive a fase jovem da personagem em suas histórias e memórias.

A dramaturgia, preparação de atores e encenação é de Paulo Santana, com ambientação visual e sonora de Nelson Borges e iluminação e imagem de Malu Rabelo, Arte e designe Rafael Andrade com produção e captação de recursos de Tânia Santana. O projeto é patrocinado pelo Banco da Amazônia e passará por sete locais de Belém, sendo todas as apresentações com entrada gratuita.

Agende-se:

Espetáculo “Tortura que ela atura: de criança a mulher”
Dias 
11, 12 e 13 de junho, às 20h - Teatro Experimental Waldemar Henrique (Avenida Presidente Vargas – Praça da República)
Dia 14 de junho, às 10h - Escola Estadual Cidade de Emaús (Rua São Clemente, S/N – em frente ao Cemitério)
Dia 15 de junho, às 10h - Movimento República de Emaús (Estrada da Yamada, 434-486 – Benguí)
Dia 21 de junho, às 10h/15h/19h - Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Profa Maria Luiza da Costa Rego (Rua Lameira Bitencourt, S/N – Benguí)
Dia 22 de junho, às 19h - Espaço Cultural Totó e Cia (Passagem São Miguel, Quadra 02, Casa 02 –Benguí)
Dia 28 de junho, às 10h - Movimento República de EMAUS (Estrada da Yamada, 434-486 – Benguí)
Dia 29 de junho, às 18h - Associação de Moradores de Terras de Marinha – Rua Orvaldo de Caldas Brito, 10 – Jurunas

Cultura
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