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Ernesto Boulhosa mostra em ‘Amazoniase’ a floresta que nasce no homem

Livro será lançado no sábado (30), a partir das 14h, no Ponto BB – Agência BB da Doca

Eduardo Rocha
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Quem vive no Planeta Terra, em especial na Amazônia, maior floresta tropical e maior bacia hidrográfica do mundo, não tem escolha: ou cuida de preservar os ecossistemas naturais ou arca com os efeitos danosos para a sua própria vida. Para mostrar que a proposta de uma convivência harmoniosa entre seres humanos e o meio ambiente na Amazônia, como símbolo dos biomas mundiais, é algo necessário e possível de ocorrer, o escritor paraense Ernesto Feio Boulhosa, vai lançar no próximo dia 30, em Belém, livro “Amazoniase”, pela Editora Cromos.

O livro tem sua proposta anunciada já no próprio título, isto é, esse termo criado pelo autor traduz uma ideia de convivência do seres humanos e a natureza fundamentada em partilha, respeito e integração. E, assim, o leitor confere nas páginas do livro que a floresta deixa de ser um simples cenário para assumir o posto de elemento central da narrativa, presença viva que conduz a história.

“ 'Amazoniase' nasceu do meu desejo de transformar a Amazônia em sentimento, memória e reflexão. Mais do que falar da floresta como paisagem, eu quis mostrar a Amazônia como uma forma de viver, de compartilhar e de enxergar o mundo em harmonia com a natureza”, destaca Ernesto Boulhosa.

“Esse livro também é um alerta. Ao mesmo tempo em que celebra a beleza e os saberes da floresta, ele fala sobre as ameaças que colocam em risco nossa memória coletiva, nossas tradições e o próprio futuro da Amazônia. Escrever 'Amazoniase' foi uma maneira de registrar aquilo que não podemos deixar desaparecer”, complementa o autor.

Por isso, em “Amazoniase”, com 250 páginas, o  leitor é convidado a mergulhar em uma narrativa ambientada em um povoado fictício localizado no interior da floresta. A partir desse cenário, desdobra-se uma história que vai além da ficção convencional: o texto reúne memórias, simbolismos e reflexões sobre modos de vida tradicionais, criando uma espécie de retrato poético da relação entre os habitantes da Amazônia e o ambiente que os cerca.

Como atrativo de leitura na obra, a linguagem utilizada pelo escritor para abordar temática tão delicada e visceral para a vida na Terra é marcada pela poesia. Ernesto se vale dela para descrever rios, árvores, animais e o cotidiano de uma comunidade que vive em sintonia com os ciclos naturais. 

Descobertas

Nessa trilha de imagens, o leitor descobre uma sociedade em que os saberes ancestrais são transmitidos pelos mais velhos e onde a coletividade prevalece sobre o individualismo. Em uma das passagens mais emblemáticas, o autor descreve esse lugar como um espaço em que “o ser era mais importante que o ter”, sintetizando a crítica à lógica materialista que atravessa o mundo contemporâneo.

Para reforçar esse ponto de vista ecológico, a ação humana predatória é denunciada em “Amazoniase”, expondo a ruptura do equilíbrio natural. O livro contrapõe a abundância da floresta à devastação provocada por interesses externos. Desse modo, a história propõe a reflexão sobre a urgência da preservação ambiental e da valorização das culturas tradicionais da Amazônia. 

Outra atração na obra é o fato de que o autor revela a riqueza de detalhes únicos da região amazônica, combinando ficção e lirismo para abordar a fauna, a flora e as relações comunitárias. Essa iniciativa funciona com um registro afetivo da memória amazônica e, simultaneamente, convida o leitor a revisitar a floresta não apenas como espaço natural, mas como herança cultural e espiritual.

Ernesto Feio Boulhosa é natural do Arquipélago do Marajó, no norte do Estado do Pará. Ele tem uma produção literária marcada pelo resgate de vivências regionais. Entre seus títulos anteriores estão “O Pescador”, “Raízes Marajoaras”, “Ver-o-Peso: Lugar de Cheiros, Cores, Sabores e Mandingas” e “Jagarajó”, lançado em 2025. 

Muito além de um romance, “Amazoniase” se apresenta como um convite à reflexão sobre pertencimento, ancestralidade e futuro. Em suas páginas, o escritor propõe uma travessia por paisagens simbólicas e memórias coletivas, reafirmando a literatura como espaço de preservação da identidade amazônica.

 

Serviço

Lançamento do livro ‘Amazoniase’

Autor: Ernesto Feio Boulhosa

Data: 30 de maio de 2026

Horário: a partir das 14h (roda de conversa às 15h)

Local: Ponto BB – Agência BB da Doca

Endereço: Avenida Visconde de Souza Franco, 345, bairro do Umarizal, Belém

Entrada: gratuita

Sessão: autógrafos e venda de exemplares no local

Mais informações e contato: (91) 98287-0171 (WhatsApp)

 

 

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Cultura
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