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Prêmio de Melhor Direção do Oscar pode entrar para história

Chloé Zhao é a favorita a ganhar a estatueta mais cobiçada de Hollywood por "Nomaland"

Vito Gemaque

A mais importante função no cinema - a direção - pode fazer um filme ser muito diferente de outro com as mesmas premissas, dependendo de quem o dirija. O diretor ou diretora tem a capacidade de criar um filme único a partir de sua visão de mundo. Neste ano, o Oscar 2021 começa fazendo história por ter pela primeira vez duas mulheres entre as indicadas à Melhor Direção. Concorrem neste ano Thomas Vinterberg (Drunk – Mais uma rodada), David Fincher (Mank), Chloé Zhao (Nomaland), Emerald Fennell (Bela Vingança), e Le Isaac Chung (Minari). Caso Chloé Zhao ou Emerald Fennell ganhem o prêmio elas serão a segunda mulher na história de Hollywood a levar um Oscar na categoria.

“Há algum tempo a academia vem mudando. Isso é algo que não começou ontem, já há algum tempo que se questiona a falta de mulheres e negros nas principais categorias. A questão não é quem é indicado, mas quem não é indicado. Muitas vezes são esquecidas diretoras que mereciam estar lá”, explica o crítico paraense Marco Antônio Moreira. O Oscar foi muito criticado nos últimos anos por não ter mulheres e negros concorrendo nas principais categorias, mesmo quando eram muito elogiados pela crítica e reconhecidos por outros prêmios.

“Havia o questionamento no Oscar de melhor direção, por que não incluir mais as mulheres? Eu espero que o Oscar esteja em sintonia com as cobranças e as necessidades da nossa sociedade, não porque o Oscar é o principal prêmio, mas por ser o mais conhecido do cinema. Mesmo ele sendo muito vinculado ao cinema americano, ele tem que acompanhar as mudanças na sociedade”, destaca Marco.

O favorito para ganhar a estatueta é a diretora Chloé Zhao pelo delicado "Nomaland" que acompanha a vida de uma mulher nômade, que vive em um trailer viajando pelos Estados Unidos. Por "Nomaland", Chloé já ganhou o Leão de Ouro, o Globo de Ouro de Melhor Direção, o Prêmio Independent Spirit de Melhor Direção, o Critics’ Choice Award e o prêmio do Sindicato dos Produtores. Todos esses são indícios que a diretora entra como a favoritíssima na disputa. A maioria dos críticos aponta que o trabalho da diretora chinesa foi fundamental para o filme funcionar.

“Ela poderá ser a segunda mulher a ganhar o Oscar, a primeira foi Kathryn Ann Bigelowe, em 2006. A Chloé Zhao é a favorita, e tem razões para o favoritismo de 'Nomaland', porque é um filme de diretor. É um filme que tem que ter um grande diretor, um maestro para poder coordenar as coisas e saber o que quer fazer. Ela fez um belíssimo trabalho”, elogia Moreira. Pelo lado de fora corre Lee Isaac Chung com Minari.

Em comum entre os diretores, Marco avalia que praticamente todos têm uma visão mais humanista em suas obras, necessária nestes tempos. “Nomaland tem esse olhar sobre esse tipo de cidadão excluído da sociedade. É muito duro assistir porque são pessoas que trabalharam a vida inteira  e que na hora de se aposentar não tem nada. O cinema tem se preocupado com essas consequências do capitalismo como está, cada vez mais cresce o número de marginais, de pessoas que não tem benefícios, não tem casa para morar. Esse tipo de olhar mais humano, não sei se a tendência de todos, é importante em um prêmio tão popular como o Oscar”, assegura.

Cinema
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