Ex-namorada de Alanis Guillen se pronuncia após mensagens preconceituosas: 'Profundo arrependimento'
A atriz se separou da produtora Giovanna Reis após circularem mensagens discriminatórias nas redes sociais, que foram escritas pela produtora em 2012
A ex-namorada de Alanis Guillen, Giovanna Reis, decidiu se pronunciar nesta quinta-feira (19) após circularem nas mídias digitais mensagens de teor racista, homofóbico, transfóbico e gordofóbico que ela escreveu em 2012, no X. A produtora, que havia desativado seu perfil no Instagram, resolveu reativar para postar um comunicado dizendo que as falas foram "um erro" e que eram de sua "versão menor de idade".
Entenda a polêmica
O fim do relacionamento entre as duas foi anunciado pela assessoria de imprensa de Alanis Guillen na tarde desta quarta-feira (18), após as falas preconceituosas de Giovanna tomarem proporções maiores na internet. As duas estavam juntas desde 2023 e, segundo o colunista Lucas Pasin, do portal Metrópoles, a atriz estaria muito abalada com a situação, porque ela teria sido vista chorando durante as gravações de "Três Graças".
"Diante das notícias e informações que circularam nos últimos dias, sinto a necessidade de me manifestar e reforçar, de forma clara, o meu posicionamento. Sou completamente contra qualquer forma de discurso de ódio, seja ele racismo, xenofobia, gordofobia, transfobia ou qualquer outra manifestação que viole os valores nos quais acredito. Considero esse tipo de comportamento inaceitável", escreveu Alanis no Instagram.
Na época em que Giovanna era adolescente, algumas mensagens discriminatórias foram direcionadas a famosos e outras para as pessoas negras. "Porque negro é legal só às vezes, aprendam", escreveu ela. “Mal sabia que quando se mata negro tem uma maldição que vira gorda para sempre”, disse em outra. “Pelo menos a Ariadna vai sair da casa com alguma coisa (...), travesti mongoloide”, fez referência à ex-BBB Ariadna.
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Leia na íntegra o pronunciamento de Giovanna Reis
“Eu sinto que preciso começar dizendo, com toda a sinceridade, que repudio completamente qualquer forma de discurso de ódio ou manifestação discriminatória e violenta.
Nos últimos dias, veio à tona uma conta antiga minha no X (antigo Twitter), de 16 anos atrás. Ao me deparar com os conteúdos publicados ali, senti um misto de choque e imensa decepção comigo mesma. Palavras das quais tenho profundo arrependimento.
Independentemente de idade ou contexto, eu errei. E a todas as pessoas que foram feridas, direta ou indiretamente, eu peço desculpas de forma sincera.
Aquelas falas definitivamente não representam quem eu sou hoje. Elas vieram de uma versão minha muito mais nova, ainda menor de idade, atravessada por questões psicológicas difíceis e por uma revolta interna que eu não sabia como lidar.
Hoje, após anos de terapia, compreendo que muitas falas carregadas de ódio surgiam de conflitos profundos e de um período de descoberta da minha sexualidade, em um contexto que não era acolhedor. Atualmente, me reconheço como uma mulher lésbica e levanto essa bandeira diariamente, mas não tinha essa clareza e ferramentas necessárias naquela época.
Eu não posso aceitar que tentem me reduzir a uma versão minha de mais de uma década, nem que isso defina quem eu sou hoje.
Acredito, de fato, na capacidade de mudança, transformação e crescimento do ser humano, inclusive na minha. Todos temos a possibilidade de evoluir e nos encontrar. Reitero, por fim, a luta e comprometimento diário contra toda e qualquer forma de discriminação”.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)
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