Padre faz retratação pública à família Gil após polêmica em homilia
A medida é fruto de um acordo judicial após declarações ofensivas feitas pelo religioso em julho do ano passado sobre a morte da artista e religiões de matriz africana
O padre Danilo César, da paróquia de Areial, no Agreste da Paraíba, pediu desculpas públicas à família de Preta Gil, recentemente, após firmar um acordo na Justiça devido às suas declarações sobre a morte da artista e as religiões de matriz africana, em julho do ano passado.
Durante a Homilia do Dia das Mães, ele afirmou: “Reconheço que, na homilia proferida em 27 de julho de 2025, minhas palavras foram ofensivas, inadequadas e que, por minha imprudência, causaram dor aos familiares de Preta Gil, motivo pelo qual lamento e me retrato publicamente”, começou, em um vídeo publicado no YouTube.
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Ainda durante a leitura, o religioso pontuou: “A liberdade religiosa é um dos pilares dos direitos humanos, e sem ela, o exercício de nossa própria catolicidade poderia nos ser privado ou restrito. Como consequência, todos temos que respeitar todas as pessoas que creem de forma diferente, que manifestam religiosidade de forma diversa da nossa fé católica”, disse, antes de completar:
“Todas as pessoas merecem respeito, oriundo de sua dignidade como criaturas de Deus. Acerca das religiões de matriz africana, é importante que se reconheça a sua importância histórica e cultural, e como um dos elementos constitutivos da diversidade do povo brasileiro“, observou.
E finalizou: “Por isso, peço sinceras desculpas pelas falas proferidas naquela ocasião e assumo o firme propósito de não voltar a repeti-las”, concluiu.
No acordo entre o padre e a família Gil, assinado perante o juiz, também está prevista a doação de oito cestas básicas para uma instituição social por parte do réu.
Já na Justiça Cível, anteriormente, Danilo César havia feito um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) e se livrou de responder criminalmente por suas falas, mediante a prestação de serviços como contrapartida. Outro acordo também o poupou de pagar uma indenização de R$ 370 mil em danos morais.
Após concluir a negociação com o MPF, o religioso se comprometeu a participar de um ato inter-religioso, em fevereiro, que contou com a participação remota de Gilberto Gil, o qual se pronunciou sobre todo o ocorrido.
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