Gilsons traz nova turnê mundial a Belém em show no Porto Futuro
O grupo combina sucessos consolidados às novas faixas “Minha Flor” e “Bem Me Quer”, em uma performance que integra elementos da MPB a batidas eletrônicas durante o entardecer
O trio Gilsons, composto por José, João e Francisco Gil, apresenta-se no Porto Futuro, em Belém, no dia 6 de junho de 2026, como atração do Festival Sunset. A performance integra a turnê mundial do conjunto e ocorre no período do entardecer no complexo portuário. O grupo utiliza bases da MPB combinadas a batidas eletrônicas, acumulando execuções de faixas como “Várias Queixas”, “Love Love” e “Devagarinho” em plataformas digitais.
Os músicos carregam herança familiar ligada a Gilberto Gil, mas desenvolvem trajetória autoral. No novo projeto, “Eu Vejo a Luz em Meio à Escuridão”, lançado este ano, a unidade musical do trio transita entre referências clássicas e experimentações recentes. O trabalho incorpora ritmos variados sobre a música popular brasileira, utilizando instrumentos tradicionais e recursos tecnológicos.
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As letras registram vivências pessoais dos integrantes e foram desenvolvidas em um período de transição, com temas que abordam relações e transformações. Os arranjos alternam intensidades sonoras, seguindo a proposta de contraste estabelecida no título. O processo de criação ocorre de forma coletiva, por meio da colaboração direta entre os três membros na definição dos estilos.
Mesmo que o trio seja carioca, eles trazem na bagagem a ancestralidade familiar.
"Não sei se define, mas a influência da música da Bahia é muito clara no nosso som. Trazemos ela muito forte, intencionalmente. Por outro lado, é muito difícil classificar a música baiana. Ela sempre teve a esperteza de se modernizar, que é o que justamente buscamos para o nosso som. Não queremos ficar presos a uma época", explica João em entrevista do Terra.
O repertório inclui participações de outros artistas e estabelece diálogos com diferentes vertentes da produção nacional. Em janeiro, o grupo lançou as canções “Minha Flor” e “Bem Me Quer”, que antecipavam este segundo álbum de estúdio. “Minha Flor” tem composição de Arnaldo Antunes e participações de Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso; o videoclipe foi filmado em 16mm com direção de Felipe Fonseca. Já “Bem Me Quer” retoma a parceria com o compositor Narcizinho Santos, focando em sonoridades afro-baianas.
A produção é assinada por José Gil, que mescla elementos acústicos e sintéticos. Fran Gil relatou à Rolling Stone que o início das gravações coincidiu com o falecimento de sua mãe, Preta Gil. Sobre o processo, o músico declarou: “O disco é um retrato de luz. A música começou a fazer um sentido muito específico. Eu me conecto muito com a minha mãe através dela”. Ele acrescentou que o lançamento reflete a vivência recente do trio: “Mesmo depois de tudo que a gente viveu nesse último ano, a forma como juntos atravessamos por tudo isso. A gente começou o disco logo depois que minha mãe faleceu, então foi um processo que colaborou muito para essa cura que a gente tem vivido”.
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