Ex-ginasta Lais Souza conhece pesquisadora de tratamento para lesões na medula
A cientista Tatiana Sampaio é responsável por estudos com polilaminina. A ex-atleta ficou tetraplégica em 2014, após sofrer um grave acidente esquiando
A ex-ginasta Lais Souza conheceu a pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável por estudos com polilaminina, uma substância tida como promissora no tratamento de lesões na medula. O encontro aconteceu nessa quinta-feira (12), na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Lais ficou tetraplégica em 2014, após sofrer um grave acidente de esqui nos Estados Unidos (EUA).
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Para a ex-atleta, o momento foi marcante. “Eu precisava vir pessoalmente agradecer por todos esses anos dedicados à pesquisa. Em 12 anos de lesão, acompanhei inúmeros estudos ao redor do mundo. Li artigos, vi reportagens, ouvi especialistas, mas sem criar expectativas. Nenhum deles tinha despertado em mim o que senti ao conhecer a polilaminina”, disse Lais. Ela afirmou que não imaginava que uma pesquisa promissora estivesse no Brasil e se surpreendeu com a possibilidade.
“Continuo acompanhando cada notícia, entrevista, podcast e atualização com otimismo, cautela e pés no chão. Torço para que os resultados avancem além do que hoje conseguimos imaginar. Deus, me permita estar viva para ver não apenas a minha vida impactada, mas a de milhões de pessoas”, afirmou a ex-ginasta. Lais aproveitou para reforçar sobre a aplicação de golpes e ressaltou que a polilaminina não está sendo comercializada: “Busquem sempre os canais oficiais, o SAC do laboratório Cristália e a equipe responsável pela pesquisa.”
A polilaminina é uma molécula descoberta no Brasil com potencial de estímulo da reconexão de neurônios. Estudada há quase 30 anos no país, a substância é uma versão derivada da laminina, proteína produzida no corpo humano. No momento, a medicação está em fases iniciais de testes clínicos, com aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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