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Carlinhos Brown fala sobre vaias que recebeu no Rock in Rio em 2001

O cantor conta que o episódio foi a síntese do cancelamento na época

O Liberal

No Rock in Rio de 2001, Carlinhos foi escalado para abrir as apresentações do dia, uma delas era a Guns N' Roses. Enquanto Brown gritava "nada me atinge", o público vaiava e jogavam garrafas no palco. Depois de 20 anos, o músico, hoje com 58 anos, entende que aquele ataque foi um ato preconceituoso. 

“Precisamos de tempo para observar o que são as coisas. E o cancelamento talvez seja a síntese [daquele episódio]. E dentro do cancelamento tem tudo. Tem racismo, preconceito contra o gênero, contra a música”, declarou Brown, em entrevista a Jairo Malta, na Folha de S.Paulo.

O baiano afirma que era um artista muito mais frágil que atualmente e possuía grandes expectativas. " Eu já estava com música estourada, já tinha criado, com meus amigos, o axé music. Mas eu era frágil com inocências antropofagistas. Me vestia como índio, eu não queria me vestir como o cara do rock’n’roll”, relembra ele.

A edição de 2001 do festival teve como um dos pontos marcantes a crítica de músicos brasileiros que lutavam por cachês maiores e horários mais nobres, reservados somente aos estrangeiros. Devido a esse motivo, seis bandas brasileiras boicotaram o festival: Skank, O Rappa, Raimundos, Cidade Negra, Jota Quest e Charlie Brown Jr.

Segundo o artista, a sua escalação no mesmo dia das bandas de rock pesado foi uma provocação do empresário e dono do evento, Roberto Medina.

Cultura
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