Por que os corpos dos Mamonas Assassinas são exumados hoje, segunda (23), após 30 anos? Entenda
A medida ocorre 30 anos depois da morte de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Júlio Rasec, no auge do sucesso nacional.
Três décadas após o acidente aéreo que interrompeu de forma trágica a trajetória da banda Mamonas Assassinas, os corpos dos cinco integrantes serão exumados nesta segunda-feira (23). A medida ocorre 30 anos depois da morte de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Júlio Rasec, no auge do sucesso nacional.
No último sábado (20), Grace Alves, irmã do vocalista Dinho, utilizou as redes sociais para esclarecer dúvidas dos fãs. Em vídeos publicados na internet, ela explicou que a retirada dos restos mortais não significa o fim dos túmulos.
Os músicos estão sepultados em um cemitério localizado em Guarulhos, na Grande São Paulo. A exumação foi confirmada por familiares e acontece dentro de um planejamento previamente definido. Saiba a seguir o motivo da ação
Por que a exumação dos Mamonas Assassinas será realizada?
De acordo com informações repassadas pela família, a exumação tem como objetivo viabilizar a cremação dos restos mortais para a criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas. A proposta é transformar o espaço em um memorial permanente em homenagem ao grupo, que marcou gerações com seu estilo irreverente e músicas que se tornaram fenômenos de público nos anos 1990.
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Túmulos ainda irão existir, segundo irmã de Dinho
A familiar reforçou ainda que a exumação não resultará na retirada definitiva dos túmulos. De acordo com ela, os espaços continuarão existindo e, após a cremação, devem receber as cinzas dos músicos, preservando o local de visitação já conhecido pelos admiradores.
O projeto também foi comentado por Jorge Santana, primo de Dinho e CEO da marca Mamonas. Ele classificou a iniciativa como inovadora e destacou o caráter afetivo da homenagem. “É um lindo projeto onde temos um Memorial Mamonas Assassinas cheio de lembranças boas"
Relembre a morte dos Mamonas Assassinas
O acidente que vitimou o grupo ocorreu em 2 de março de 1996. O jatinho que transportava os músicos colidiu contra a Serra da Cantareira, na Região Metropolitana de São Paulo. A banda retornava de uma apresentação em Brasília, que acabou se tornando o último show da carreira meteórica do grupo.
Morreram na tragédia os cinco integrantes: Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Júlio Rasec. Além deles, dois tripulantes e dois assistentes que estavam na aeronave também não resistiram. O episódio marcou profundamente a música brasileira e consolidou o nome dos Mamonas Assassinas como um dos maiores fenômenos da década de 1990.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com).
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