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Oficina gratuita aborda experimentações eletrônicas e digitais voltadas a sonoridades

Selo Caquí promove imersão em música experimental e computação na UFPA

O Liberal

A oficina “Sons, Códigos e Circuitos: oficina criativa com música e tecnologia” é uma iniciativa voltada para artistas, músicos, estudantes e entusiastas da experimentação sonora. Os encontros ocorrerão semanalmente às quartas-feiras, de 1º a 29 de abril, sempre a partir das 9h30, no Laboratório Multimídia da UFPA, em Belém. Realizado pelo Selo Caquí em parceria com o Lab Techné e a Faculdade de Artes Visuais (FAV) da UFPA, o projeto oferece uma imersão prática em sonoridades eletrônicas e digitais.

A formação é conduzida pelos artistas-pesquisadores paraenses Leonardo Pratagy e Flávio Siqueira, que trazem a experiência da instalação sonora “Sons de uma floresta que já esteve aqui”. O conteúdo programático abrange desde o básico da programação no software PureData até a introdução à computação embarcada com a plataforma Arduino. Os participantes aprenderão a utilizar sensores de distância e temperatura para criar dispositivos inusitados, como microfones à prova d’água e sintetizadores que reagem à luz e ao movimento.

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Um dos pilares da oficina é a democratização do acesso à tecnologia através do conceito "faça você mesmo" (DIY). Leonardo Pratagy destaca que a proposta é subverter a ideia de que a música eletrônica exige equipamentos caros, utilizando componentes de baixo custo para "hackear" circuitos e produzir sons experimentais, inspirando-se em pioneiros como John Cage e o brasileiro Walter Smetak. A atividade é aberta a pessoas com qualquer nível de experiência prévia em programação ou eletrônica.

“Quando a gente fala em música eletrônica, é comum pensar em sintetizadores e equipamentos caros. A ideia da oficina é trabalhar, justamente, com componentes baratos e de fácil acesso, que ‘hackeiam’ dispositivos e circuitos elétricos para produzir sons. Essa corrente ‘faça você mesmo’ é proveniente de pioneiros da música experimental, como John Cage, Pauline Oliveros e, no Brasil, Walter Smetak foi um dos maiores expoentes”, considera Pratagy.

Para Flávio Siqueira, o objetivo central é explorar a interseção entre artes visuais, música e tecnologia, permitindo que os alunos agreguem novas camadas de interação às suas produções autorais. Enquanto um artista visual pode criar obras interativas, um produtor musical tem a chance de gerar sonoridades exclusivas a partir dos circuitos desenvolvidos. O projeto conta com o patrocínio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), via Fundação Cultural do Pará, reforçando o fomento à cultura e à inovação tecnológica no estado.

“O intuito da oficina é ensinar, apresentar e experimentar o processo criativo que se encontra na interseção entre artes visuais, música e tecnologia, de modo que os participantes possam somar o aprendizado e as técnicas que obtiveram durante a oficina em suas obras para, assim, explorar novas camadas em suas produções. Um artista visual, por exemplo, pode acrescentar uma camada de interação sonora para aprofundar o tema que quer debater em sua obra; já um produtor musical pode utilizar os sons gerados pelos circuitos apresentados na oficina para criar sonoridades em suas produções musicais”, detalha Siqueira.

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