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1º Festival Zona-48 Maré Cultural promove diversão e arte em Quatipuru

O evento gratuito, que acontece neste sábado (7), reúne oficinas, batalhas de rimas e apresentações de artistas locais e nacionais, promovendo a cultura e a identidade do município

Riulen Ropan

O município de Quatipuru, no nordeste do Pará, recebe neste sábado (7) a 1ª edição do Festival Zona-48 Maré Cultural. A programação será extensa e gratuita, com atividades durante todo o dia no Ginásio Municipal. O público poderá participar de oficinas, batalhas culturais, atividades para o público infantil e shows de Alan Bernardes e do rapper Kratos.

O Festival Zona-48 Maré Cultural é uma iniciativa que resulta de um movimento com seis anos de atuação em Quatipuru: o "Maré Cultural". Este movimento leva à comunidade diversas programações gratuitas, como a festa do Dia das Crianças, o festival LGBTQIAP+, o festival de pipa, entre outras ações.

O festival também encerra o 1º Circuito de Cultura Urbana e Periférica do Caeté. O nome Zona-48 faz referência à zona marítima de Quatipuru e do distrito de Boa Vista, que pertencem ao mesmo município. Segundo o organizador Anderson Borges, o código é um símbolo de pertencimento, origem e território. No contexto marítimo, esse código serve para identificar a origem das embarcações.

"Em terra, ela passa a identificar quem somos nós. Ao adotarmos o nome Zona 48, fazemos uma escolha simbólica e coletiva das comunidades que formam um só território cultural e social", explica Anderson, que também é coordenador do coletivo com Francisco Shiko.

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O objetivo do coletivo, segundo Anderson, é promover a cultura local, com ênfase no hip hop, batalhas de rima, muralismo e grafite. O festival também visa valorizar a identidade de Quatipuru e fortalecer sua conexão com outras regiões do estado.

“Nosso intuito é envolver a população e conquistar apoios para que a juventude se sinta protagonista da sua própria história", destaca o coordenador.

A programação do festival começa pela manhã com atividades voltadas para o público infantil e a recepção de caravanas de outros municípios. À tarde, serão realizadas oficinas de skate, breaking e rap, além de dois painéis temáticos com a participação da professora de História Izabela Nascimento, o influenciador Gabriel Conrado (Égua do Preto), o coordenador do Circuito de Cultura Periférica do Caeté, Geovane Máximo, o ativista Galo de Luta, de São Paulo, e o rapper Alezado.

À noite, o evento abre espaço para as batalhas de rimas, com premiações que variam de R$ 400 a R$ 800, e as batalhas de breaking em duplas, com prêmios de R$ 1.000 a R$ 2.000. A programação musical inclui shows de Alan Bernardes (do Rio de Janeiro), Léo Luz (de Belém), o rapper Kratos (de Castanhal), MC Pokaroupas (de Capanema), Guth Batidão (de Marituba), além dos DJs Cabano e Jefferson Pop, que prometem agitar com um set de rock doido. Haverá também apresentações de carimbó, com o Mestre Come Barro, o grupo Raio de Sol (convidando o Duo Lobo e Cabrali), e o grupo Tuiá Poranga, de Irituia.

O festival é uma realização conjunta entre o Instituto Rede Cultural em Movimento (IRCEM), o Instituto de Danças e Movimentos Urbanos de Salinópolis (IDMUS) e o Instituto Maré Cultural de Quatipuru. O evento conta com o incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Governo do Estado do Pará, Ministério da Cultura e Governo Federal.

(Riulen Ropan, estagiário de Jornalismo, sob supervisão de Abílio Dantas, coordenador do núcleo de Cultura)