Presidência da COP 30 divulga nova carta destacando o papel do setor privado nas mudanças climáticas
Documento também reforça que a conferência em Belém será um momento decisivo para transformar compromissos em ações concretas
A presidência brasileira da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30) divulgou, nesta sexta-feira (29), sua sétima carta à comunidade internacional. O documento é direcionado às empresas e ressalta a importância do setor privado como ator essencial no enfrentamento da crise climática.
Segundo o presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, a transição para uma economia de baixo carbono já está em curso e representa uma oportunidade histórica para negócios, inovação e geração de empregos. Ele destacou que líderes empresariais que anteciparem mudanças terão maior resiliência e competitividade em um cenário econômico global em transformação.
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A carta também reforça que a conferência, marcada para acontecer em novembro em Belém, no Pará, será um momento decisivo para transformar compromissos em ações concretas. Um dos pontos centrais é a apresentação, pelos países, das novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) para 2035, que devem orientar políticas públicas e investimentos privados.
Entre os exemplos mencionados, estão os investimentos globais de mais de US$ 2 trilhões em energia limpa em 2023, que já geraram cerca de 35 milhões de empregos. No Brasil, a emissão de títulos verdes ultrapassou US$ 30 bilhões até 2024, além da criação de mais de 1,5 milhão de empregos no setor de energias renováveis.
Para ampliar o engajamento empresarial, a presidência da COP 30 lançou a Agenda de Ação Climática, estruturada em seis eixos temáticos e 30 objetivos, que vão desde a expansão das energias renováveis até o fortalecimento do financiamento sustentável. A proposta prevê a criação de um “Celeiro de Soluções”, reunindo iniciativas de empresas e instituições para acelerar projetos e identificar barreiras a serem superadas.
O presidente da conferência enfatizou que a colaboração entre governos e empresas será determinante para a implementação do Acordo de Paris e a construção de uma nova economia climática. “O setor privado é não apenas beneficiário da transição, mas parceiro indispensável para impulsioná-la”, afirmou.
Com menos de três meses para o início do encontro, a expectativa da presidência é que Belém se torne palco de convergência entre compromissos diplomáticos e ações práticas, reunindo governos, investidores e empreendedores em torno de soluções sustentáveis.
*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do núcleo de Política e Economia
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