Obras no Aeroporto de Belém estão 95% concluídas, afirma concessionária
Passageiros frequentes falam sobre problemas e esperança em relação de uma das principais obras da COP 30
As obras de modernização do Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans) já estão 95% concluídas, segundo a concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA). O investimento, de R$ 450 milhões, contempla melhorias no Terminal de Passageiros e na infraestrutura operacional, com previsão de conclusão ainda neste ano, em tempo para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), marcada para novembro na capital paraense. Enquanto a obra avança, os passageiros seguem se adaptando para o uso do espaço e ficam na expectativa de ver o resultado da obra.
Entre as principais intervenções está a expansão das áreas de embarque, que passam de 1.593 m² para 4.303 m² — quase o triplo do espaço atual. Dois novos mezaninos no saguão principal devem agilizar o processo de inspeção de segurança e oferecer mais conforto aos passageiros, com novos pontos de alimentação, sistemas de climatização e iluminação renovados e abastecimento elétrico 100% renovável.
Climatização tem sido ponto de crítica
A paraense Mariana Carvalho, de 29 anos, mora no Rio de Janeiro desde março deste ano. Entre idas e vindas para visitar a família e os amigos, a arquiteta já passou pelo menos 8 vezes pelo espaço em 2025 e comentou sobre a experiência durante as obras. “Nas primeiras vezes, o ambiente estava bastante quente e com obras acontecendo no meio do terminal, o que deixava tudo confuso. Mas já percebo melhorias e espero que o resultado final traga mais conforto, principalmente na climatização e nos espaços de espera”, pontuou.
Ela conta que já tem viagem marcada para o Círio de Nazaré, em outubro, e destacou a expectativa para ver como vai estar na próxima vinda. “Deve ser o ideal para receber os visitantes nesta época do ano, que já é de grande movimento e imagino que seja o último evento antes da COP”, contou.
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As intervenções incluem ainda a modernização dos sanitários, com fraldários e áreas de amamentação, nova comunicação visual, mobiliário atualizado e a ampliação da sala de embarque remota em 214%, proporcionando mais fluidez no embarque. Portões eletrônicos de autoatendimento com tecnologia biométrica também estão sendo instalados, alinhados aos padrões internacionais e preparados para o fluxo de passageiros da COP 30.
Alagamento durante forte chuva
E as obras foram postas à prova no dia 15 de agosto de 2025, durante forte chuva que desabou sobre a capital. Infiltrações no teto resultaram em goteiras e passageiros tiveram que levantar as malas para não molharem.
O ponto de infiltração, segundo a Norte da Amazônia Airports (NOA), foi causado por fortes chuvas na região em meio a obras no telhado do terminal.
“Devido às intervenções em andamento no telhado do terminal de passageiros, com movimentação de peças, houve pontos de infiltração após um alto volume de chuvas em poucas horas”, afirmou a NOA em nota enviada ao Grupo Liberal.
Operações mais seguras e eficientes
No setor operacional, a construção de um novo pátio permitirá ampliar as posições de estacionamento de aeronaves. Durante a COP 30, três pátios devem operar simultaneamente, otimizando o fluxo de aeronaves. As cabeceiras 20 e 24 recebem o sistema Papi (Precision Approach Path Indicator), que orienta pilotos durante pousos sob baixa visibilidade. Outras intervenções incluem restauração de taxiways, pista de pouso e pátios, modernização do balizamento noturno e revitalização da sinalização horizontal.
Passageiro assíduo vê demora
Cristian Felicidade é empresário e conta que viajou de avião pelo menos 30 vezes neste ano. Passageiro assíduo, ele também acompanhou o andamento das obras desde o começo. “É notório que a obra vem avançando, sobretudo nos últimos meses, mas ainda assim houve demora. Espero que tudo fique pronto o quanto antes, pois o aeroporto ainda está bastante abafado e movimentado”, pontuou.
Sobre as novidades que o aeroporto vai ganhar, ele comentou com esperança de melhorias, inclusive, na logística para chegar ao local. “Nesta segunda-feira, voltei de Macapá e notei que estão construindo uma estação de desembarque na porta do aeroporto, como em outros terminais do país. Acredito que isso vá melhorar o fluxo de quem entra e sai do aeroporto”, afirmou.
Ele destacou ainda a importância das melhorias para a experiência dos passageiros: “Um aeroporto que represente Belém da forma que mereça, com mais qualidade, conforto e melhor fluxo de pessoas”, resumiu.
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