Rodolfo Marques

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

Segue 'batalha da vacina' e Governador do Pará anuncia parcerias para antecipar imunização no estado

Rodolfo Marques

Nessa quinta-feira (10.12.2020), o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) assinou dois protocolos de intenção com o grupo mundial Covax Facility e com o Instituto Butantan, de São Paulo, para a compra e distribuição de vacinas contra a Covid-19. O anúncio ocorreu no Seminário “Novos Gestores 2021”, em Belém, com a participação de prefeitos eleitos para o quadriênio 2021-2024 e de outros gestores públicos. 

Helder vem ressaltando que a ação do governo do Pará será, necessariamente, adequada à aquisição de vacinas devidamente registradas e autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mesmo considerando a urgência de imunizar a população do Pará, o governador ressalta que a segurança científica é fundamental para que o processo tenha sequência e sucesso. Idosos, profissionais da saúde e quilombolas serão prioridades no início da vacinação, prevista para os primeiros meses de 2021. 

O governador paraense destaca o seu posicionamento – similar ao de outros chefes de Executivos estaduais – de aguardar o Plano Nacional de Imunização, sob a coordenação do governo federal; todavia, se tal movimento não ocorrer – e observando-se as necessidades geradas pela pandemia –, o Pará pretender garantir os recursos necessários para a vacinação da população local.

Já em termos nacionais, continua a “guerra” de informações, colocando de um lado o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, e, de outro, o governador de São Paulo, João Dória Jr. O “capítulo” mais recente da “batalha da vacina” está ligado a uma possível Medida Provisória do governo federal que centralizaria a distribuição das vacinas no país – inclusive com a possibilidade de confisco dos imunizantes. O governador paulista, que lidera o processo junto ao Instituto Butantan (CoronaVac/Sinovac), classificou a possível ação de Jair Bolsonaro e do ministro Pazuello como uma “insanidade”, além de ser um ataque ao federalismo brasileiro. 

Nesses conflitos, quem perde é a população brasileira, tanto no contexto da informação quando na expectativa em relação ao uso efetivo das vacinas e ao processo de imunização. Para os paraenses, contudo, há uma esperança, em especial no cenário em que o país “supera”, nesta segunda semana de dezembro, a marca dramática de 180 mil mortes pela covid-19.

Decisões governamentais assertivas são urgentes e necessárias – e os brasileiros esperam a vacinação contra o novo coronavírus, de forma coordenada e rápida. 

Rodolfo Marques
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