Rodolfo Marques

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

Prefeitos com ações afirmativas de combate à Covid-19 tendem a ter vantagens nas eleições 2020

Rodolfo Marques

No sábado (10.10.2020), o Brasil chegou à triste marca de 150 mil mortes pela Covid-19. O Brasil já teve, a priori, o pico da doença, nos últimos dois meses, mas os índices de contaminações e mortes no país ainda são relativamente altos. Já foram registrados, oficialmente, em 7 meses e meio de pandemia no Brasil, mais de 5 milhões de casos de contaminação. E se convive com o “fantasma” de uma possível “segunda onda”, como já se observa em países europeus como Espanha e Itália.

Ainda nesse contexto, o Brasil continua em compasso de espera em relação às vacinas, assim como as demais nações do mundo. Prosseguem as pesquisas em São Paulo (no Instituto Butantã), no Rio de Janeiro (FIOCRUZ) e em vários trabalhos com parcerias internacionais. Há a expectativa de que haja o acesso à vacina e ao processo de distribuição em massa para o primeiro semestre de 2021.

Até lá, o país continua sofrendo com o negacionismo do governo federal, com a reabertura desordenada das atividades econômicas, com aglomerações e excesso de falta de cuidados e com a quase ausência de fiscalização do poder público em relação às normas de distanciamento social. Boa parte do Brasil vive uma situação de “normalidade”, mas o vírus continua circulando, mesmo que em menor intensidade de contágios.

No contexto das eleições municipais, previstas para os dias 15 e 29 de novembro de 2020, a campanha no rádio e na televisão – iniciada em 9 de outubro – reforça a imagem de candidatos, que vêm ocupando cada vez mais as mídias e redes sociais. Uma variável independente importante nesse processo é a questão dos prefeitos que tiveram ações afirmativas relevantes para o enfrentamento da pandemia nos municípios sob suas administrações. Tais ações – ou mesmo uma postura assertiva – dos gestores das cidades tendem a garantir votos para os prefeitos ou para candidatos por eles apoiados. Houve grande visibilidade para quem ocupava cargos públicos durante o período de crise em que vivemos desde março de 2020 no país.

Dessa forma, em um ano de 2020 que sempre será lembrado pelo período pandêmico e pelas novas características relacionais na humanidade, o desfecho político com as eleições municipais deste ano e a ansiedade em relação à crise econômica que se avizinha trazem novos “ingredientes” para um novo mundo. Há um cidadão-eleitor mais exigente, mesmo que muitas vezes desencantado com a chamada política tradicional.

Rodolfo Marques
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