RODOLFO MARQUES

RODOLFO MARQUES

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

Governo eleito começa a apresentar caminhos da nova gestão

Rodolfo Marques

O presidente e o vice-presidente eleitos, Luís Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), tomam posse no dia 01° de janeiro de 2023. A cerimônia de diplomação está prevista para o dia 12 de dezembro, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral-TSE

A equipe de transição, que iniciou seus trabalhos em novembro, tem realizado várias reuniões no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Os ex-ministros Aloizio Mercadante e Gleisi Hoffmann ocupam papeis estratégicos. E o presidente eleito tem afirmado que só irá anunciar nomes de futuros ministros após a diplomação. 

Por óbvio, há várias movimentações e especulações sobre algumas pastas estratégicas do próximo governo. Há muitas expectativas, também, neste sentido. Um desafio imediato do terceiro governo Lula, que foi referendado pela escolha da maioria dos eleitores, será a reorganização da máquina administrativa. Os quatro anos da gestão Bolsonaro trouxeram prejuízos em todos os níveis – e os impactos econômicos, fiscais e da própria gestão pública ficarão ainda mais evidentes em 2023.

Há movimentações para que Lula possa indicar os nomes de titulares de alguns ministérios essenciais, como o da Fazenda, o do Planejamento (que deve voltar a existir), o da Casa Civil, o da Defesa e o da Educação. Por exemplo, senadora Simone Tebet (MDB-MS), que teve importante participação no segundo turno eleitoral, é cotada para a Agricultura, para o Desenvolvimento Social ou para a Educação; o ex-prefeito e ex-ministro Fernando Haddad (PT-SP), é cotado para comandar a Fazenda ou a Casa Civil; e, para a pasta da Justiça, surgem os nomes do senador eleito Flávio Dino (PSB-MA) e do professor-doutor Sílvio Almeida. 

Existe também a expectativa de como o governo Lula realinhará o país no contexto das relações internacionais, não apenas na escolha no próximo chefe do Itamaraty, mas nas assembleias de conversas multilaterais. 

Em relação à pasta da Defesa, os nomes do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, e do ex-presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro seguem cotados. Nas entrelinhas, Lula tem revelado que pretende reforçar uma estratégia mais pacífica em relação às Forças Armadas, em especial com os três comandantes. Os militares ganharam muito protagonismo durante a gestão de Jair Bolsonaro. 

O governo eleito também tem ampliado negociações e reforçado discussões a respeito das definições das presidências das duas Casas Legislativas, em 01° de fevereiro de 2023. A tendência é que haja apoio da nova gestão para as reconduções de Arthur Lira (PP-AL) no comando da Câmara dos Deputados e de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o comando do Senado Federal.

Assim, os sinais continuam sendo emitidos – e tudo isso está no contexto das transições políticas. Mas se percebe a sensação de um retorno do país à normalidade democrática e de um fortalecimento maior das instituições do país. 

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