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RODOLFO MARQUES

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

Governo do Pará encerra atividades do Hospital de Campanha, no Hangar. Cuidados devem permanecer

Rodolfo Marques

Com o avanço da vacinação no Pará – assim como em praticamente todo o país –, em virtude da mobilização do governo estadual e das gestões municipais, e da adesão maciça da população, os índices de novos casos de Covid-19 e de mortes causadas pelo novo coronavírus entraram em decréscimo e a sensação geral é que a pandemia passa por um certo controle. Desde o primeiro caso detectado no Pará, em 18 março de 2020, o estado registrou quase 600 mil contaminações com o novo coronavírus. Até 14 de outubro de 2021, o Pará havia contabilizado 16.702 mortes.

Nesse contexto, o Governo do Pará decidiu encerrar, em Belém, as atividades do Hospital de Campanha do Hangar, que foi a grande referência para os atendimentos de emergência em todo o período da crise pandêmica. O Hospital iniciou suas atividades em 10 de abril de 2020 e fecha suas portas em 16 de outubro de 2021. Em várias ocasiões, as instalações tiveram lotação máxima nos leitos exclusivos de UTI-Covid. A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), registrou o total de 7.351 pacientes durante o período de funcionamento do Hospital, com 4.944 altas clínicas, 344 transferências e 2.063 mortes.

O processo de desativação do Hospital de Campanha já estava em andamento, a partir de setembro de 2021. Atualmente, os novos pacientes com o vírus estão sendo direcionados ao Centro Especializado em Atendimento Covid-19, localizado no Hospital Santa Terezinha, na capital paraense.

O governo do Pará definiu que será feito um memorial em homenagem às vítimas da Covid-19, ao mesmo tempo em que haverá a referência, no espaço, aos profissionais de saúde que trabalharam intensamente no local com a meta permanente de salvar vidas. Entre todos os envolvidos, há a convicção de que esses pouco mais de 18 meses de atividades jamais serão esquecidos.

A Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult) já informou que o Hangar deve retomar sua agenda de eventos no próximo ano, quando tudo estiver devidamente reajustado nas instalações.

No mesmo ambiente em que o Pará busca virar essa triste página de sua história, é necessário lembrar a manutenção dos cuidados em relação à Covid-19. Como há um aumento intenso da circulação de pessoas pelo país e praticamente todas as atividades econômicas já retornaram, de forma integral ou parcial, os especialistas continuam indicando o distanciamento de pelo menos 1,5m entre as pessoas, o uso das máscaras protegendo nariz e boca e a utilização do álcool 70%.

Assim, é essencial que, nesse processo de transição para o “novo normal”, a sociedade paraense possa ter colhido as lições desses quase dois anos de crise pandêmica e que busque uma convivência mais cordial e respeitosa entre seus integrantes. Da mesma forma, há mister o poder público prossiga mantendo a transparência e assertividade diante dos recursos e das demandas coletivas, sendo vigilante e vigiado nos processos de accountability e responsiveness.

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Rodolfo Marques
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