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RODOLFO MARQUES

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

CPI avança e pesquisas mostram reprovação de Bolsonaro, que antecipa eleição e ataca instituições

Rodolfo Marques

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia de Covid-19, integrada por 11 Senadores, completou mais de dois meses de trabalho e passou a investigar de maneira mais efetiva as denúncias de corrupção que teriam ocorrido no caso da aquisição de vacinas – em especial a partir da negociação da vacina indiana Covaxin e a da presença de empresas intermediárias e de revendedores autônomos na aquisição da AstraZeneca. Há fortes indícios de que, além dos atrasos no processo de imunização pela falta de vacinas, houve também a atuação de pessoas para terem benefícios financeiros indevidos com o processo de compra dos imunizantes. 

O reflexo do trabalho da CPI, que também foca nas questões do negacionismo presidencial em relação à pandemia, na indicação do uso de medicamentos com ineficácia comprovada (cloroquina), e no caos da falta de oxigênio em Manaus, em especial no início de 2020, acabou sendo observado em pesquisas recentes, principalmente a Datafolha. 

Em levantamento realizado pelo Instituto no início de julho e divulgado em 08.07, a reprovação ao presidente da República chegou a 51% - o pior índice da atual gestão. Houve um incremento de 6 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Jair Bolsonaro (sem partido) mantém 24% de aprovação – avaliações “bom” e “ótimo”. Os dados também evidenciaram que a maioria dos entrevistados consideram o presidente como autoritário, indeciso, falso, pouco inteligente, desonesto, incompetente e despreparado. 

Nesse cenário, e permanentemente preocupado com as eleições 2022, Jair Bolsonaro vem desacreditando a CPI, buscando retirar credibilidade dos trabalhos e desferindo xingamentos e outras expressões chulas aos integrantes da Comissão e ao Senado de uma maneira geral. Ao mesmo tempo, retomou uma velha premissa de que as eleições recentes no Brasil tiveram fraudes – sem mostrar provas disso. Ele voltou a defender o voto impresso e auditável, tecendo críticas pessoais aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, além de atacar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o próprio Supremo Tribunal Federal (STF).

É importante pensar que, em uma democracia, é essencial que haja uma plenitude no funcionamento das instituições e que qualquer forma de ataque a elas precisa ser coibido, venha de quaisquer origens. As eleições presidenciais de 2022, embora cronologicamente ainda demorem mais de um ano, já pautam o debate nacional, em um ambiente em que o Brasil continua mergulhado gravemente na pandemia de Covid-19. 

Rodolfo Marques
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