Rodolfo Marques

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

Com equipe definida, Edmilson Rodrigues (Psol) inicia seu terceiro mandato como prefeito de Belém

Rodolfo Marques

Com boa parte da sua equipe de primeiro escalão anunciada, o prefeito eleito de Belém, Edmílson Rodrigues (Psol), de 63 anos, já está no ritmo da gestão municipal, que tem início em 1º de janeiro de 2021. Em 12 de janeiro, Belém completa 405 anos e Edmilson precisará de criatividade e assertividade diante de tantas demandas e prioridades, com um orçamento pequeno para a complexidade do desafio.

Um ponto essencial desse processo político é a sinalização de parceria com o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), para o primeiro ano da nova administração de Belém. A ação conjunta para a limpeza dos canais da cidade e uma preparação para o período das fortes chuvas, entre janeiro e março, ocupam essa agenda política e estão no plano emergencial do novo prefeito. Esse, aliás, é um dos passivos principais e históricos que Edmilson encontrará nessa sua volta ao Palácio Antonio Lemos (sede da Prefeitura de Belém).

Outro aspecto importante está na promessa do programa de renda mínima feita durante a campanha eleitoral – e que é uma necessidade, amplificada pelo cenário da pandemia de Covid-19. Belém tem uma grande quantidade de famílias carentes, com altos índices de desemprego e com poucas perspectivas de retomada econômica. Nesse mesmo contexto, a vacinação contra a Covid-19, após ser definida pelo governo federal, vai demandar uma atenção muito grande por parte da gestão municipal, que deverá viabilizar a aplicação do imunizante através da Secretaria de Saúde.

Na formatação da equipe, o prefeito eleito usou critérios como a diversidade, os aspectos técnicos, a experiência na gestão pública e a carreira de servidores em determinados órgãos. Chamam a atenção, de forma positiva, os nomes da indígena Márcia Kambeba para a Ouvidoria Municipal; da professora Lívia Noronha para a Coordenadoria da Mulher; e do historiador e fotógrafo Michel Pinho para a presidência da Fundação Cultural de Belém (Fumbel). No contexto da experiência, emergem os nomes conhecidos do ex-deputado federal Cláudio Puty (Psol) como secretário de Planejamento; de Alfredo Costa como presidente da Funpapa; e a de Jurandir Novaes para a Secretaria de Administração.

Certamente, a perspectiva da maioria – e mesmo dos opositores – é que Edmílson Rodrigues possa iniciar um processo de restauração da cidade e que o equilíbrio fiscal e a transparência no uso dos recursos públicos sejam bases para um novo tempo para Belém. Os desafios são enormes, mas o prefeito precisa usar sua experiência e sua capacidade de trabalho para recolocar a capital paraense em uma rota de desenvolvimento e de bem-estar. Vai ser difícil, mas é viável.

Alea jacta est!

Rodolfo Marques
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